
Projeção: Os planos de saúde coletivos devem registrar reajustes entre 8% e 11% em 2026, segundo estimativas de consultorias. O patamar é próximo ao de 2025 (11,15%) e abaixo do pico de 2023 (14,14%), mas ainda supera a inflação prevista de 4,86%, de acordo com o boletim Focus.
Tendência: A desaceleração ocorre após um período de forte alta no pós-pandemia, quando operadoras elevaram preços para recompor resultados pressionados. Com a melhora financeira do setor, há espaço para aumentos mais moderados.
Regulação: A Agência Nacional de Saúde Suplementar informa que não define limites para reajustes de planos coletivos, que seguem regras contratuais. Para planos individuais e familiares, o índice máximo é estabelecido anualmente pela agência, que também monitora os aumentos no setor.
Custos estruturais: Apesar do alívio, a pressão sobre os custos permanece. Envelhecimento da população, inflação médica, maior utilização dos serviços e judicialização continuam elevando as despesas assistenciais.
Setor: Em 2025, a saúde suplementar registrou receita de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, o equivalente a 6,2% do total. O resultado indica concentração, com poucas operadoras respondendo por quase metade dos ganhos.
Sinistralidade: O índice que mede a relação entre custos e receitas ficou em 81,7% no ano passado, o menor nível desde 2020, indicando que a maior parte das mensalidades ainda é destinada à cobertura de despesas assistenciais.
Pressão adicional: A Federação Nacional de Saúde Suplementar aponta o avanço no preço de medicamentos como principal fator de custo. Esses itens já representam mais de 10% das despesas assistenciais e acumulam alta superior a 40% em cinco anos.
Impacto: Mesmo com reajustes menores, os aumentos continuam acima da inflação e devem manter pressão sobre o orçamento das famílias, especialmente em um cenário de custos elevados no setor de saúde.






