Prisão de ex-ministro foi ‘juridicamente errada’, diz líder da bancada evangélica

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Foto: Isac Nóbrega/PR

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada evangélica, avalia que a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi “juridicamente errada”. “Não quero acreditar que tenha sido prisão política. Mas até agora, prova nenhuma foi colocada”, declarou o parlamentar, correligionário e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, em entrevista ao Papo com Editor, do Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. A declaração foi dada antes da divulgação de áudios em que Ribeiro relatou ter recebido ligação de Bolsonaro com alertas sobre possível busca e apreensão em seus endereços.

Em contrapartida, Sóstenes entende que houve “no mínimo imprudência” por parte de Ribeiro e dos pastores envolvidos no chamado gabinete paralelo do MEC, escândalo revelado pelo Estadão. “Não vou jogar os indícios para debaixo do tapete”, disse o deputado na entrevista. O ex-ministro já está em liberdade após um pedido de habeas corpus. Ele é investigado por possível tráfico de influência e corrupção passiva à frente da pasta.

O líder da bancada evangélica reconhece que o episódio da prisão cria desgaste para Bolsonaro em ano eleitoral, mas destaca que o foco da disputa pelo Palácio do Planalto ainda é a economia. Para o deputado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisa “sair um pouco da cartilha liberal” para enfrentar a crise econômica atravessada pelo País. “Não dá para ser liberal 100% neste momento, mas também não defendo irresponsabilidade fiscal. Precisamos buscar um ponto de equilíbrio”, declarou na entrevista.

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Sóstenes Cavalcante assinou o requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, mas avalia que o colegiado não resolverá o problema do preço dos combustíveis. “Entendo que, dialogando com o novo presidente da Petrobras e o Conselho administrativo, podemos buscar um meio termo para esses aumentos que ninguém mais suporta no Brasil”, afirmou.

Agência Estado

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