
Átila Varela
atila@focuspoder.com.br
O Credite Suisse deu um duro golpe na operadora cearense Hapvida. Isso porque a instituição derrubou em 43,1% o preço-alvo das ações da companhia. Nesse sentido, os papéis passam de R$ 16,70 a R$ 9,50.
Apesar da queda, há uma recomendação de compra.
Os analistas Pedro Carabiva e Maurício Cepeda escreveram em relatório que que após a fusão com a NotreDame Intermédica, a amortização de intangíveis e a contabilização de programas de opções de ações provavelmente afetarão significativamente os resultados.
E não é só isso.
Relatório enviado para clientes nesta terça-feira, 28, ainda crava um prejuízo anual de R$ 0,07 por ação. Antes, era lucro de R$ 0,23 por ação.
Na frente operacional, os especialistas destacaram que os tickets estão abaixo da inflação e dos sinistros, afetando negativamente o lucro bruto necessário para cobrir as despesas com vendas, gerais e administrativas ainda “pré-sinergias”.
“Acreditamos que essa tendência desfavorável possa persistir nos próximos trimestres – dado o caráter anual dos reajustes de preços dos contratos -, pressionando os ganhos no curto prazo, mas não afetando a tese de longo prazo”, disseram.
Efeito negativo
O relatório do Credite Suisse não foi bem digerido pelo mercado. Na abertura do pregão na B3, a ação do Hapvida valia R$ 5,56. Chegou a bater R$ 5,19 na mínima e R$ 5,65 na máxima do dia. Contudo, fechou em R$ 5,22, totalizando uma queda de 5,77%.
Ao que parece, a companhia cearense enfrenta uma maré de azar, mesmo com o apetite voraz de suas aquisições.
No primeiro trimestre de 2022, a empresa contabilizou lucro ajustado de R$ 78,1 milhões, representando uma queda de 69,9% em relação ao mesmo período do ano passado.







