Soraya Thronicke também vai ao TSE contra 7 de setembro ‘transformado em comício’

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Senado Federal

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu nesta quinta-feira, 8, mais uma ação de investigação eleitoral sobre a conduta do presidente Jair Bolsonaro durante a comemoração do bicentenário da Independência, no 7 de Setembro. A senadora Soraya Thronicke, candidata à Presidência pelo União Brasil, sustenta que houve ‘descarado e incontestável uso da máquina pública’ para a campanha do chefe do Executivo à reeleição, com ‘desvio de finalidade explícito’.

Ela vê ‘inequívoca violação’ à Lei das Eleições, ‘com gravidade para macular o pleito’, configurando suposto abuso do poder político e do poder econômico.

Segundo a senadora, houve ‘uso dos bens (materiais e imateriais) direcionados para o principal evento público oficial do Governo Federal, em todas as esferas da federação, na campanha do Presidente que concorre à reeleição’. Thronicke sustenta que ocorreu ‘desvio do evento oficial, cívico militar do Dia da Independência que acabou transformado em comício eleitoral’.

“Do quanto narrado fica claro que o Presidente da República utilizou não apenas de seu poder político como dos recursos públicos à sua disposição para impulsionar seus atos de campanha, em desvio de finalidade capaz de configurar abuso pode poder político e abuso do poder econômico”, registra trecho da ação protocolada na Corte eleitoral perto da meia noite desta quinta-feira, 8.

A candidata à Presidência pede que o TSE defira liminar (decisão provisória, dada em casos urgentes), determinando que Bolsonaro e seu candidato a vice, Braga Netto, se abstenham de ‘veicular propaganda em que usam as estruturas do públicas às expensas do erário, transformando a comemoração do Bicentenário da Independência em verdadeiro comício’.

O pedido se dá em razão da ‘possibilidade de reiteração da conduta ilícita, desta vez, com a exibição dos eventos realizados às expensas do erário em quaisquer de seus programas eleitorais’, diz a senadora.

“Não se questiona a possibilidade de utilização das imagens públicas [como fotografias oficiais] em propaganda eleitoral, como já decidiu esta c. Corte. Mas não é disso que se trata. Trata-se de realização de grandioso evento com recursos públicos, na data comemorativa mais importante do país, transformado em comício com recursos públicos”, sustenta.

Alternativamente, a senadora chega a pedir que o candidato à reeleição ‘perca tempo proporcional de propaganda eleitoral correspondente ao trecho em que veicular a propaganda com o conteúdo fruto da conduta vedada’.

Além disso, a ação requer que a chapa de Bolsonaro e Braga Netto apresentem provas sobre a ‘origem dos recursos que financiaram a realização do evento para afastar a conclusão de que até mesmo as estruturas utilizadas nos discursos, em si, foram financiadas com recursos públicos’.

No mérito, o pedido é para que seja declarada a inelegibilidade do atual presidente e seu candidato a vice – assim como a ação impetrada pelo PDT na Corte eleitoral.

Thronicke entende que é ‘é incontestável o uso de bem público na campanha do presidente’ com os atos do 7 de Setembro, considerando que ‘todo o aparato destinado à comemoração do Bicentenário da Independência acabou, de forma desviada, inserido em seu ato de campanha’.

“É incontestável o desvirtuamento do evento de 7 de setembro que se transformou em comício; a utilização da máquina pública eis que tudo foi organizado para que fosse uma comemoração cívico militar com grande aparato do governo federal e do Rio de Janeiro, além da presença de – segundo os próprios requeridos – milhões de pessoas”, registra o trecho.

De acordo com Thronicke, os bens e agentes públicos envolvidos no 7 de Setembro ‘não foram utilizados em benefício de seus fins, ou seja, o interesse da coletividade, mas sim teve parte de seu uso e benefício direcionado para a campanha com o fim claro de beneficiar os representados em sua propaganda eleitoral’.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Vídeo: As marcas dos tiros no peito de Cid Gomes e o ruidoso silêncio de uma ruptura

Entre o discurso do colapso e alianças instáveis, Ciro tenta reconstruir seu poder no Ceará

Vídeo de Alcides liga Ciro ao núcleo de Flávio logo após caso Vorcaro

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

AtlasIntel detecta erosão do “bônus nordestino” de Lula e acende alerta para 2026; Ceará é ponto importante

J&F, holding dos irmãos Batista, amplia presença no Ceará com compra de termelétrica em Maracanaú

Ciro voltará à disputa pelo Governo do Ceará após 36 anos

Queda da violência esvazia principal discurso da oposição no Ceará

O Ceará em outro patamar: energia, dados e poder

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial em 10 estados, incluindo o Ceará

Obituário: Lúcio Brasileiro 1939-2026

MAIS LIDAS DO DIA

Elmano confirma candidatura à reeleição ao Governo do Ceará em 2026; chapa ainda será definida

Ceará volta ao radar do petróleo e entra na nova fronteira energética do Brasil