Na última terça (27/10) o assunto parlamentar, em todas as Casas Legislativas, foi o resultado do segundo turno presidencial. De um lado, a comemoração pela quarta vitória de Lula (PT); do outro, lamentações pela derrota de Flávio Bolsonaro (PL) a acusar o suposto “golpe”. Na Câmara dos Deputados não foi diferente: diversos deputados intercalaram-se entre comemorações e ataques.
A deputada Priscila Costa (PL) foi uma das oradoras da sessão daquele dia na Câmara. Como não podia ser diferente, uma vez que seu candidato foi derrotado, postou-se ao lado daqueles que acusaram o suposto golpe.
Vejamos parte de seu discurso:
Agora, se houve um um cenário de abuso e de tirania foi o que ela e seu esposo vivenciaram dentro do PL no que diz respeito ao fundo partidário, como consequência de seus atritos com André Fernandes.
Quando se buscam os valores recebidos pelos candidato a federal pelo PL, ela é a única que não recebeu os R$ 3 milhões recebidos por André, Carmelo, Jaziel e Mateus Noronha.
Priscila, deputada em busca de reeleição, recebeu apenas metade do valor (R$ 1,5 milhão); o mesmo valor de Kamila Cardoso, que não exerce nenhum mandato, do vereador PP Cell e do deputado Lucinildo Frota. O montante por ela recebido é o dobro de Alcyvania Pinheiro (que foi candidata à vice de André em 2024) e do ex-deputado Moroni Torgan.
Então, onde estará a democracia interna do PL? Mais do que isso: onde está a denúncia?
O cenário de abuso e de tirania praticado internamente fica ainda mais visível ao se observar o quadro da disputa pra deputado estadual: os três candidatos de André receberam, cada um, R$ 200 mil, somando R$ 600 mil; Bella Carmelo e Dra Silvana receberam R$ 1 milhão; Edilene Pessoa, candidata à vice de Wagner em 2024, recebeu meio milhão. O marido de Priscila Costa, Pastor Frota, recebeu o montante incrível de … zero reais!!!!!!!!!!!
Será isso o quê? Normalidade democrática praticada pelo PL? “Legítimo processo eleitoral” interno?
Bem, além de tudo isso, a deputada deve lembrar do processo interno de desgaste que sofreu a partir de inúmeras publicações em páginas criadas ou geridas por gente muito próxima do comando estadual do PL.
“Por um tiquinho assim”, como disse Flávio, ela não foi sua vice; o “tiquinho assim”, na verdade, foi uma intensa mobilização para esvaziá-la depois de ter ousado enfrentar o comando estadual e lançar-se “senadora do Bolsonaro” – várias foram as vozes, inclusive de parlamentares locais, a desautorizarem-na na sua pretensão. Inclusive, lembre-se bem, algumas daquelas personas que estavam no dia 30 de novembro de 2025 com ela, no evento de Eduado Girão (NOVO), e que pousaram para a foto obrigatória exigida por Michelle Bolsonaro, depois marcharam no PL bem ao lado de André e Alcides, sem nenhuma solidariedade à deputada e, registre-se, recebendo uma boa quantia do fundo partidário para tocarem suas campanhas.
Depiois disso, no momento em que assumiria a presidência do PL Mulher, com a saída de Michelle, o que se viu? Valdemar Costa Neto desfazer o braço feminino do partido. Quem terá dado a ordem?
Será isso democracia, deputada? Ou um cenário de abuso e de tirania?







