
Equipe Focus
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Todas as pessoas são potenciais doadoras, desde que a família autorize. Falar sobre a vontade de doar, conversar com familiares e amigos a respeito do assunto, ajuda na compreensão do tema.
O movimento Doe de Coração, iniciativa da Fundação Edson Queiroz – mantenedora da Universidade de Fortaleza –, tem o importante papel de orientar, informar e sensibilizar a população sobre a doação de órgãos e tecidos.
O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de órgãos ou tecidos de uma pessoa doente, que receberá o órgão e/ou tecido de um doador vivo ou falecido. É um tratamento que pode salvar e melhorar a qualidade de vida de quem está à espera de uma nova chance.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Ceará, atualmente, 1.107 pessoas estão na fila de espera por transplantes no estado. Uma delas é a palestrante e mentora de carreiras Kelly Malheiros, 51, que aguarda um transplante de rim há dois anos.
Ela foi diagnosticada com insuficiência renal crônica decorrente da síndrome dos rins policísticos. Ao contrair covid-19, seu quadro se agravou e hoje ela e mais 951 pessoas estão aguardando um transplante renal no Ceará.
“Primeiro, eu recebi a notícia que ia fazer hemodiálise. E quando eu recebi a notícia, a primeira coisa que eu pensei foi: ‘Como é que eu vou fazer, como é que eu vou continuar a trabalhar’? Dois meses depois, os médicos começaram a falar sobre o transplante”, relembra.
Com o irmão transplantado há cinco anos e o pai, há 20 anos, a situação era familiar para Kelly. “Já era uma pauta conhecida para mim. Eles vivem como qualquer pessoa normal. Os dois fizeram transplante de rim”, diz.
Com o passar do tempo, sua esperança tem se fortalecido, apesar de haver dias em que a tristeza e os questionamentos internos surgem, de vez em quando. Mas nada a ponto de abalar seu otimismo e fé de que logo receberá a notícia da chegada de um rim compatível.
Transplantes em números
O Ceará já registra mais de 900 transplantes de órgãos e tecidos este ano. Desse total, 113 são rins de doadores falecidos e oito de doadores vivos. De acordo com o secretário da Saúde do Ceará, Carlos Hilton Soares, desde 2017, o Estado tem realizado entre 1.500 e 1.600 transplantes por ano. Ele destaca a importância da doação de órgãos e tecidos através da sensibilização e a conscientização ininterrupta da população.







