Direita critica governo Lula por não condenar ataque do Irã a Israel; veja repercussão

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Foto: Divulgação

O Irã lançou no sábado um ataque com mais de 300 drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro, segundo Israel. O governo israelense disse ter interceptado 99% das ameaças. Foi a escalada militar mais grave no Oriente Médio desde a Guerra do Golfo, terminada em 1991.

Em resposta, o governo brasileiro fez um apelo “a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção”, para “evitar uma escalada” do conflito, mas não condenou a ação iraniana. “O Governo brasileiro acompanha, com grave preocupação, relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel, deixando em alerta países vizinhos como Jordânia e Síria.

Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o Governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã”, diz o texto do Itamaraty.

Até a manhã deste domingo, 14, o único integrante do alto escalão governo federal a publicar no X sobre os ataques foi o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Ele condenou a ofensiva iraniana e, ao mesmo tempo, pediu o fim de ataques israelenses em Gaza.

“Condenamos o ataque do Irã sobre Israel. Queremos paz no Oriente Médio. Exigimos o fim dos ataques à Gaza por parte de Israel”, escreveu. “Evidentemente, ao condenar o ataque do Irã a Israel condenamos igualmente o ataque de Israel a embaixada Iraniana na Síria. O mundo precisa ajudar a evitar a presente escalada bélica no Oriente Médio”.

Parlamentares de esquerda também destacaram o ataque de Israel à embaixada iraniana na Síria em postagens sobre a ofensiva militar do Irã. No dia 1º de abril, um ataque aéreo israelense destruiu a seção consular da embaixada, matando pelo menos sete pessoas, entre eles um alto conselheiro militar iraniano. O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) atacou o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e disse estar muito apreensivo “pela possibilidade de escalada dos conflitos no Oriente Médio”, que atribuiu à “dupla violação de soberania no ataque gratuito à embaixada iraniana”.

O deputado acusa Netanyahu de “tenta forçar nova correlação de forças para ressignificar seus intentos genocidas, mostrando-se indiferente até mesmo à segurança de sua própria população, assim como se demonstrou frio diante da situação de reféns israelenses”.

Seu colega de partido, Chico Alencar (RJ), descreveu o ataque contra Israel como uma “reação do Irã” e acrescentou que o governo israelense “é fator de permanente tensão.” O ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PSB), ex-ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, chamou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de “inconsequente”.

Agência Estado

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