Ibovespa segue em máxima histórica, agora aos 136 mil pontos

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O Ibovespa renovou máxima histórica de fechamento pelo segundo dia, nesta terça-feira, 20, na casa inédita dos 136 mil pontos, mesmo sem contar com o apoio de Petrobras (ON -0,36%, PN -0,39%) e, também de parte do setor metálico (CSN ON -1,00%, Usiminas PNA -0,77%) à exceção de Vale (ON +0,39%) e de Gerdau (PN +0,57%, na máxima do dia no fechamento). Dessa forma, o índice mostrava ganho de 0,23%, aos 136.087,41 pontos no encerramento, avançando agora 1,59% na semana e 6,61% no mês, o que coloca a alta do ano a 1,42%. O giro desta terça-feira ficou em R$ 21,2 bilhões, mais fraco do que os R$ 25,5 bilhões da sessão anterior.

Após atingir na semana passada o menor patamar desde novembro de 2022, o preço do minério de ferro voltou a subir nesta semana, impulsionado pelo aço da China, principal mercado consumidor da commodity.

Ainda assim, mesmo com a recuperação dos últimos dois dias, analistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apontam que dúvidas sobre a demanda e a falta de estímulos vigorosos no mercado chinês devem limitar recuperação mais expressiva ao longo do ano, reportam os jornalistas Beatriz Capirazi, Júlia Pestana e Jorge Barbosa.

Apesar de o setor metálico não ter contribuído como na segunda-feira, em novo pico histórico intradia, no meio da tarde, o Ibovespa foi nesta terça aos 136.329,79 pontos, em renovação de máxima, durante a sessão, desde a última quinta-feira.

Na ponta ganhadora do Ibovespa, destaque nesta terça-feira para Braskem (+3,15%), Klabin (+3,10%) e Petz (+3,00%). Na ponta oposta, CVC (-4,67%), Assai(-4,58%) e Lwsa (-3,83%). Entre as blue chips, o desempenho positivo dos grandes bancos – com Santander (Unit +1,04%) e Itaú (PN +0,73%) à frente – contribuiu para nova alta do Ibovespa, na contramão de Nova York na sessão

Entre os destaques individuais, as ações da Braskem foram impulsionadas nesta terça por recomendação de compra emitida pelo Citi, diz Felipe Castro, sócio da Matriz Capital, enquanto as da Weg (+2,55%) mostraram recuperação parcial, ante baixa de 2,74% na sessão anterior – dando continuidade, assim, à tendência de alta, que se aproxima de 50% desde o início do ano, acrescenta Castro.

No quadro mais amplo, “os bancos estão dando sequência à recuperação vista no mês, inclusive Bradesco (ON -0,21%, PN +0,38% na sessão), o que ajuda o Ibovespa a buscar novos patamares recordes. Vale também foi bem hoje, enquanto Petrobras destoou entre os maiores nomes do Ibovespa. A perspectiva externa também se mantém positiva, com a expectativa pelo ‘pouso suave’ dos Estados Unidos”, diz Gabriel Mota, operador de renda variável da Manchester Investimentos, enfatizando a falta de novos catalisadores, de peso, nesta terça-feira.

Assim, a melhora do Ibovespa prosseguiu na sessão a despeito da realização observada no câmbio e também na ponta longa da curva de juros doméstica, observa o operador. “Houve uma realização saudável nesses ativos câmbio e juros futuros em relação aos movimentos recentes”, diz Mota, ao comentar a alta de 1,31% no dólar à vista nesta terça-feira, a R$ 5,4831 no fechamento, após a moeda americana ter saído, recentemente, de um “patamar muito alto”.

“Ontem, XP e BTG, dois ‘players’ relevantes, fizeram reprecificações sobre a Selic, colocando a taxa de referência a 11,75% no fim de 2024 e a 12% em janeiro de 2025 em suas estimativas, o que contribuiu para acalmar os juros futuros. Se esse movimento for acertado, há uma pressão menor na curva, estressando menos, assim, os ativos de risco como ações”, acrescenta o operador.

No quadro externo, os investidores globais devem permanecer em “compasso de espera”, tendo em vista a proximidade de eventos importantes, em especial a ata do Fomc o comitê de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira, e o discurso de Jerome Powell no simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira, aponta Eduardo Plastino, analista de renda variável da Alta Vista Research. Nesse contexto, nesta terça, os principais índices de ações permaneceram em margem de variação estreita em Nova York, em baixa de 0,15% (Dow Jones), de 0,20% (S&P 500) e de 0,33% (Nasdaq) no fechamento.

Agência Estado

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