Fortaleza quer responsabilizar locatário por barulho e infrações urbanas

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 Plenário da Câmara Municipal de Fortaleza. Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Fortaleza analisa um projeto de lei que muda de vez a regra em conflitos de vizinhança. A proposta determina que o locatário — e não o proprietário — seja o responsável direto pelo pagamento de multas por poluição sonora, descarte irregular de lixo e outras infrações urbanísticas.

A iniciativa, apresentada pelo vereador Julierme Sena (PL), busca atacar um problema crescente nos centros urbanos: festas barulhentas, uso abusivo de som e condutas que perturbam a tranquilidade pública. Segundo o texto, o infrator terá 30 dias para pagar a multa, sob pena de cobrança administrativa e apreensão de equipamentos de som no caso de desrespeito reiterado.

A regra deve blindar proprietários de imóveis, que hoje podem acabar sendo responsabilizados por atitudes de inquilinos. Ainda assim, o dono do imóvel será notificado para ciência formal da infração.

O projeto também prevê ações educativas e a inclusão de temas como direitos de vizinhança e combate à poluição sonora em programas municipais.

Em cidades densas como Fortaleza, a disputa por silêncio e sossego virou pauta diária. Com a medida, o Legislativo municipal quer apertar o cerco contra abusos — e acelerar a resposta do poder público às queixas da população.

“A convivência harmoniosa nos centros urbanos é um dos pilares da qualidade de vida”, diz a justificativa do texto.

🔎 Por que isso importa

  • Reforça o direito ao sossego e combate à poluição sonora
  • Evita punição injusta a proprietários que não cometeram a infração
  • Cria mecanismos mais rápidos para cobrança
  • Abre caminho para ações de educação e prevenção

📌 Pontos-chave

  • Locatário será responsável por multas urbanísticas e de perturbação do sossego
  • Prazo de 30 dias para pagamento
  • Possibilidade de apreensão de equipamentos de som
  • Proprietário será apenas notificado, sem responsabilidade financeira direta
  • Medida prevê ações educativas e profissionais

🧭 Próximos passos

O projeto segue para análise nas comissões temáticas da Câmara e, se aprovado, entra em vigor após publicação.

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