
Inflação: O IGP-M, conhecido como inflação do aluguel, avançou 0,52% em março, após queda de 0,73% no mês anterior, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado é o maior desde fevereiro de 2025.
Com o desempenho, o índice acumula alta de 0,19% no ano e queda de 1,83% em 12 meses.
Pressão externa: A alta foi influenciada principalmente pelo aumento nos preços do petróleo, em meio a tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, referência global, subiu mais de 45% recentemente, impulsionado por riscos de desabastecimento.
O movimento está relacionado à intensificação do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, com impacto sobre o fluxo no estratégico Estreito de Hormuz.
Atacado: O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, subiu 0,61%, revertendo a queda de fevereiro. Produtos agropecuários como bovinos, ovos, leite, feijão e milho puxaram a alta.
Além disso, derivados de petróleo passaram de queda de 4,63% para alta de 1,16%, refletindo o cenário internacional.
Consumidor e construção: O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,3%, repetindo o mês anterior. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,36%, levemente acima de fevereiro.
O IGP-M reúne variações de preços no atacado, no consumo e na construção civil, sendo amplamente utilizado como referência para reajustes de contratos, especialmente de aluguel.






