
Projeção: A economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026, segundo estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento. A previsão considera um ambiente internacional marcado por tensões geopolíticas e volatilidade no preço do petróleo.
Cenário externo: O estudo aponta que o mundo vive um dos momentos de maior instabilidade desde a Guerra Fria, citando conflitos recentes envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ainda assim, o instituto avalia que há espaço para “moderado otimismo”.
Fatores internos: Entre os principais motores da economia brasileira, o Ipea destaca:
- crescimento da renda das famílias
- expansão do crédito no sistema financeiro
- manutenção do consumo interno
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o consumo das famílias segue como um dos pilares do PIB, impulsionado, entre outros fatores, pelo aumento real do salário mínimo.
Política fiscal: O instituto projeta continuidade do novo arcabouço fiscal, com combinação de aumento de gastos sociais e crescimento das receitas públicas. A política inclui valorização do salário mínimo e vinculação de despesas, como saúde, à arrecadação.
Comércio e investimentos: No cenário internacional, o Ipea avalia que o comércio global pode ser favorecido por políticas fiscais expansionistas, investimentos em tecnologia, como inteligência artificial, e aumento de gastos militares.
Comparação: Caso a projeção se confirme, o crescimento acumulado do Brasil entre 2023 e 2026 pode chegar a 10,7%, acima dos dois ciclos anteriores:
- 2019–2022: 5,7%
- 2015–2018: 9,9%
Para 2027, a expectativa é de crescimento de 2%, mantendo um ritmo moderado de expansão.







