
Projeção fiscal: O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a dívida pública do Brasil deve atingir 100% do PIB em 2027, segundo o relatório Monitor Fiscal divulgado nesta quarta-feira (15). A estimativa é mais pessimista do que a projeção anterior, que indicava o mesmo patamar apenas em 2030.
O documento também aponta que a dívida pública global deve alcançar esse nível apenas em 2029, com avanço das grandes economias e aumento das despesas com juros e gastos públicos.
Cenário internacional: O FMI afirma que as finanças públicas globais estão sob pressão devido ao crescimento dos gastos e ao aumento dos custos de financiamento, além de impactos de conflitos internacionais. O órgão classifica como “urgente” a necessidade de ajustes fiscais consistentes e planejados.
Brasil no comparativo:
- Dívida pública projetada: 100% do PIB (2027)
- Média global: 97% do PIB (2027)
- México: 63% do PIB
O relatório também revisa projeções fiscais do país:
- Déficit primário estimado: 0,5% do PIB (acima da projeção anterior de 0,4%)
- Déficit nominal: deve subir de 6,2% (2024) para 8,1% (2025)
Posição do governo: O Ministério da Fazenda afirma que há diferenças metodológicas entre os cálculos do FMI e os critérios usados pelo governo brasileiro, especialmente na inclusão de títulos do Tesouro mantidos no Banco Central.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou o compromisso com a estabilização da dívida e defendeu medidas como corte de gastos, revisão de benefícios e aumento de eficiência do Estado.
Crescimento econômico:
Em relatório separado, o FMI elevou a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 de 1,6% para 1,9%, indicando melhora na atividade econômica no curto prazo, apesar das preocupações fiscais de médio prazo.
Contexto: O fundo recomenda cautela com subsídios amplos e defende políticas mais focalizadas, em meio a um cenário global de incertezas e tensões geopolíticas que afetam preços e contas públicas.






