Cid expõe erro de Lula e diz que rejeição de Messias era previsível

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O senador Cid Gomes (PSB-CE) afirmou que já previa a rejeição de Jorge Messias ao STF e fez críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando “falta de espírito republicano” na indicação. As declarações foram dadas ao jornal Folha de S.Paulo.

Leitura de cenário

  • Cid disse que Messias não alcançaria sequer 35 votos — abaixo dos 41 necessários.
  • A avaliação foi comunicada previamente ao próprio indicado, ainda em 2025.
  • O senador não participou da votação por estar em viagem, mas já havia sinalizado voto contrário.

Crítica central

  • Para Cid, Lula errou na condução política da escolha.
  • Ele relembrou que o Senado já havia feito “acenos” ao aprovar Cristiano Zanin e Flávio Dino.
  • A nova indicação teria extrapolado esse equilíbrio: “virou brincadeira”, disse.

Fator Pacheco

  • O nome de Rodrigo Pacheco foi apontado como “natural” para a vaga.
  • A não escolha gerou insatisfação entre senadores e desgaste com o comando da Casa, hoje sob Davi Alcolumbre.
  • Cid sugere falta de reconhecimento ao papel institucional de Pacheco.

Ambiente fragmentado

  • O senador descreve uma soma de insatisfações: divergências com o PT, disputas locais e ruídos políticos diversos.
  • A rejeição inédita em mais de um século reflete esse acúmulo.

Cid: “faltou espírito republicano” e indicação virou “brincadeira”.

Aspas-chave

“Ele indicou o Zanin, que tinha sido advogado dele. Um advogado competente, respeitado, muito bem. Depois indicou um cara que é da política, aliado dele historicamente. Tudo bem, foi aprovado. Depois vira brincadeira. Acho que faltou espírito republicano na indicação. Nada, repito, nada contra o garoto lá [Messias].”

“Eu sabia que ele [Messias] tinha menos do que 35 votos. Eu disse a ele em novembro que o meu voto não representaria nada. Tinha um sentimento muito claro de que o nome natural era o do Rodrigo Pacheco. Ele não era o candidato do Davi Alcolumbre, como se tenta colocar. Ele era o candidato do país, um nome talhado para o Supremo.”

“Mas foi uma soma de fatores. Pode ter certeza que tem cobra, periquito, lagarto, tem tudo no meio. Tem gente que está insatisfeita porque é contra o PT em um lugar, tem gente que está insatisfeita porque foi excluída pelo PT em uma chapa, em uma aliança. Tem todos os sentimentos.”

Síntese Focus
Cid transforma a derrota de Messias em diagnóstico político: não foi apenas sobre o nome, mas sobre método. Para ele, Lula perdeu a sintonia com o Senado — e pagou o preço em plenário.

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