
Por Paulo Elpidio de Menees Neto
“A juventude é a coisa mais maravilhosa da vida. Que pena gastá-la com os jovens”.
“Tudo o que os jovens podem fazer pelos velhos é escandalizá-los e mantê-los atualizados”
George Bernard Shaw
Que o mundo gira pelo espaço sideral, ouvi em uma velha canção. Os astrônomos e os astronautas confirmaram o fenômeno em suas desobrigas pelo Cosmo. Pois os costumes variam e mudam com o passar do tempo, até as virtudes e a culpa ganham novos formatos. Mudamos nós, mudaram eles os que vimos nascer e crescer à nossa sombra e que se expressam em palavras, reiteram juízos de valor e emitem com a força da idade e a presunção das certezas alegadas juízos de fato.
A juventude é terreno fértil da inquietação e do inconformismo. Parte considerável do processo de afirmação humana vem dos impulsos dos verdes anos, aquela fase fagueira “que os anos não trazem mais”…
Na juventude, somos incendiários, na idade madura, bombeiros. Culpamos os mais velhos pela prudência em excesso na qual buscam proteção; quiséramos vê-los desfeitos dos seus cuidados e das suas apreensões.
No período de uma vida, descrevemos um percurso de transformações que nada poderia impedir.
Fomos crianças e adolescentes com a energia transformadora de Summerhill. Em Woodstock, os arroubos de liberdade marcaram a marcha da contracultura que percorreria os caminhos da Califórnia, em Berkeley, atravessaria os mares e as resistências do mundo fixo, estacionário, até alcançar Nanterre, o “Boul’Mich” e o Quartier Latin.
A modernidade avançou, a pós-modernidade fez caminho, romperam-se as amarras de velhos preconceitos para que novas formas disfarçadas de intolerância se aninhassem entre ideologias rasteiras, que assumem posturas “woke” e gritos libertários “queer” e propõem-se a uma resignificação dos valores com prazo certo de vencimento.







