A julgar pelos números das três últimas pesquisas divulgadas, estamos diante de uma fenômeno a ser verificado na noite de 04/10 próximo: Ciro Gomes (PSDB) está amortedendo sua vantagem frente ao governador Elmano de Freitas (PT) no interior de núcleos eleitorais tidos como bolsonaristas.
Ao observarmos os dados da Atlas/Intel (03 e 21/09) e da Genial Quaest (04 e 23/09), o tucano apresentou retrato de queda ou de estacionamento entre eleitores pertencentes a segmentos importantes à direita. Senão, vejamos por ordem cronológica de divulgação dos dados:
1-Em 03/09, segundo a Atlas/Intel, quando Ciro pontuava 50% contra 48% do petista, e os dados segmentados traziam: 66% entre jovens, 65% entre quem ganha entre R$ 5 e 10 mil e 71% entre evangélicos. Por sua vez, na rodada divulgada pelo instituto em 21/09, em que o cenário era de empate entre os dois (48%), os números do tucano foram os seguintes: 47% entre os jovens, 49% entre quem ganha entre R$ 5 e 10 mil e 54% entre evangélicos
2-O desempenho do tucano nesses segmentos, segundo a Genial Quaest, em 04/09, quando o tucano marcava 48% contra 34% do petista, os dados eram os seguintes: 47% entre os jovens, 49% entre quem ganha entre R$ 5 e 10 mil e 54% entre evangélicos. Em 23/09, por sua vez, quando o tucano marcava 43% contra 41% do petista, os números eram os seguintes: 48% entre os jovens, 46% entre quem ganha entre R$ 5 e 10 mil e 54% entre evangélicos (mas Elmano subiu 11 pontos, marcando 28%).
Jovens mobilizados por influencers e tocados pelas incertezas da vida, alvos mais suscetíveis a seduções populistas; eleitores de alta renda, com seu arraigado antipetismo e evangélicos identificados à direita e mobilizados, também, pelo antipestismo, escolheram um polo político para chamar de seu. Não enxergando em Ciro Gomes o ato de assumir-se, para além do apoio recebido aqui por André Fernandes e Cia, como “o” candidato a defender os valores do bolsonarismo, o eleitor à direita dev estar a observar os movimentos de Elmano para decidir se merece mais um mandato, já que se percebe órfão quanto a defesa, por aqui, do legado de Jair e da campanha de Flávio.
Por essa Ciro não esperava. O tal “acordo local” não previu o desejo do eleitor de ver o “time” antipetista caminhar por completo.
E agora?







