Equipe Focus.Jor
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Ao todo, 1.558 pessoas foram ouvidas por uma pesquisa realizada pelo Datafolha, entre quarta-feira, 18, e sexta-feira, 20. Os dados coletados mostram que as ações oficiais para tentar conter o avanço do coronavírus no Brasil têm alta aceitação entre os entrevistados. A maioria tem adotado medidas preventivas para não ser infectado.

Jovens e mais ricos predominam entre os que pararam de trabalhar para respeitar a orientação de isolamento social.

Além da suspensão de atividades e a proibição de aglomerações, a maioria dos entrevistados também mostrou aceitação a quarentena temporária, o isolamento em casa que tem sido determinado em diversos Estados, incluindo o Ceará. Porém, 24% é contra a proibição.

De acordo com a pesquisa, a população afirma que tem bastante conhecimento sobre o coronavírus. 99% dos brasileiros dizem saber sobre a questão. Destes 72% se consideram bem informados, enquanto 3% avalia está mal informado.

Bem informados, mas com medo. A pesquisa mostrou que 74 % dos entrevistados têm medo de serem infectados pelo coronavírus. Mulheres são as mais preocupadas: 44% têm muito medo, ante 35% do público masculino.

O brasileiro tem percebido com gravidade o avanço da pandemia. 88% acredita entende como um problema sério.

Entre os menos preocupados estão os idosos, que integram o grupo de risco mais evidente. Segundo Datafolha, o maior índice de pessoas que acham que não serão contaminados é entre aqueles com mais de 60 anos: 19%.

E este é justamente o grupo que será mais atingido de modo fatal pelo coronavírus, de acordo com 85% dos entrevistados. Em seguida vem os mais pobres (50%) e homens (40%, ante 13% de mulheres e 37% acreditam em isonomia).


Acompanhando a perspectiva do governo, os entrevistados acreditam que a crise da saúde no Brasil deve durar em média 98 dias.

E, no geral, a maioria dos entrevistados acredita que o Brasil está “um pouco preparado” para enfrentar a pandemia do coronavírus (54%).

A pesquisa do Datafolha adotou uma metodologia diferente para evitar o contato pessoal entre pesquisadores e entrevistados. Por telefone, usou questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais. A pesquisa buscou representar o total da população adulta do Brasil. A margem de erro é três pontos percentuais, para mais ou para menos.







