A retomada da "Carta de Crédito" como opção para o crescimento econômico das empresas, por Luís Eduardo Barros

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Luís Eduardo Barros, vice-presidente do Ibef Ceará

Apesar da lentidão da retomada da economia, os sinais a cada dia são mais fortes de que o Executivo e, principalmente, o Legislativo estão caminhando firmes com as reformas estruturais que ensejarão a restauração da confiança dos agentes econômicos. Com as taxas de juros baixando a mínimos históricos e a prometida diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos, tudo indica que existirão as condições necessárias para o crescimento econômico.
A preocupação que permanece é como as empresas poderão ter acesso a esses recursos, após anos sucessivos de crise que derrubaram as receitas e lucros, destroçando os balanços e o crédito? As empresas que escaparam de falência e recuperação judicial estão sobrevivendo mais pela resiliência dos empreendedores. Sem acesso a crédito, a retomada terá que ocorrer a conta gotas, com o retorno paulatino dos investimentos que possam ser feitos no capital de giro.
Uma solução é o estabelecimento no mercado interno de um mecanismo de financiamento semelhante à carta de crédito internacional. Isso seria bom por regular com mais firmeza os negócios internos, como também poderia incluir na garantia para prazos de 180 dias o aval do vendedor, que já corre o risco de financiar os clientes em prazos curtos, mitigando esse risco ao proporcionar um prazo suficiente para o retorno financeiro das compras.
Importante destacar que não será preciso reinventar a pólvora, pois o instrumento da carta de crédito já é bastante conhecido pelas instituições financeiras brasileiras e pelas empresas. Considerando que as reformas ainda demandarão mais de seis meses para produzir resultados práticos, haverá tempo para a consolidação do instrumento, se a ideia for apoiada pelos agentes econômicos e autoridades.
 

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