Bolsonaro levanta bandeira com frase ‘Brasil sem aborto’ em desfile

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Foto: Gregg Newton / AFP

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), levantou uma bandeira com a frase “Brasil sem aborto” nesta quarta-feira, 7, enquanto participava das comemorações do Bicentenário da Independência do País, na Esplanada dos Ministérios. O chefe do Executivo recebeu a bandeira de apoiadores no momento em que assistia, na arquibancada, ao desfile cívico-militar. Candidato à reeleição, Bolsonaro usa a rejeição ao aborto para fidelizar eleitores religiosos e conservadores.

Ele se dirigiu na sequência para um trio elétrico, nas proximidades do Congresso, onde deve fazer um discurso a apoiadores, antes de viajar para o Rio de Janeiro. Na orla carioca, o chefe do Executivo deve participar de ato político, enquanto as Forças Armadas fazem demonstrações militares.

Bolsonaro assistiu ao desfile ao lado da primeira-dama Michelle, do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que também concorre a um segundo mandato.

Depois de uma queda de braço entre o chefe do Executivo e o governador, a Secretaria de Segurança do DF manteve a proibição da entrada de caminhões na Esplanada.

Na noite da segunda-feira, 5, um grupo de caminhoneiros tentou furar o bloqueio na região, o que levou ao fechamento preventivo do acesso à Esplanada.

No ano passado, a Esplanada havia sido invadida na noite anterior ao 7 de setembro por caminhões, o que gerou temor, na época, de invasão do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

Acompanhados por crianças, Bolsonaro e Michelle desfilaram de Rolls Royce ao chegarem à Esplanada dos Ministérios para dar início às comemorações do 7 de setembro.

Um tanque de guerra integrava o comboio.

Ao descer do carro oficial, Bolsonaro foi recebido pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e caminhou pela rua reservada ao desfile oficial do Bicentenário da Independência, ao lado do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), autorizada pelo STF, por integrar um grupo de WhatsApp onde foi feita a defesa de um golpe de Estado.

Agência Estado

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