OIT aprova acordo internacional para ampliar direitos de trabalhadores de aplicativos

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Uber. Foto: Oleksandr Lutsenko/Shutterstock

O fato: Os países-membros da Organização Internacional do Trabalho aprovaram uma convenção inédita voltada à proteção de trabalhadores de plataformas digitais. A medida estabelece diretrizes internacionais para garantir condições de trabalho mais justas a profissionais que atuam por meio de aplicativos e outras plataformas online.

Normas para a economia de plataformas

Aprovado durante a Conferência Internacional do Trabalho, realizada em Genebra, o texto define conceitos relacionados às plataformas digitais e aos trabalhadores que prestam serviços por meio delas.

Segundo a OIT, embora esse modelo tenha ampliado oportunidades de renda e emprego em diversos países, ele também criou desafios trabalhistas que exigem regulamentação e cooperação internacional.

Direitos garantidos

A convenção prevê que os países que aderirem ao acordo deverão assegurar direitos como liberdade sindical, negociação coletiva e acesso a condições de trabalho seguras e saudáveis.

O texto também determina a adoção de medidas para prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, além de estabelecer mecanismos para contestação de decisões tomadas pelas plataformas.

Outro ponto importante é a garantia de remuneração mínima equivalente ao salário mínimo vigente em cada país ou localidade. Gorjetas e comissões recebidas pelos trabalhadores não poderão ser contabilizadas para atingir esse valor.

Combate a abusos

A convenção ainda obriga os países signatários a implementar medidas de combate ao trabalho infantil, ao trabalho degradante, a condições análogas à escravidão e a práticas discriminatórias.

Além disso, o acordo prevê formas de compensação para despesas relacionadas à execução das atividades profissionais, como custos assumidos pelos trabalhadores durante a prestação dos serviços.

Marco regulatório

Ao anunciar a aprovação da medida, a OIT classificou a iniciativa como um marco para a regulamentação da economia de plataformas.

Segundo a organização, trata-se da primeira norma internacional do trabalho voltada especificamente para esse segmento, considerado um dos que mais crescem no mercado global de trabalho nos últimos anos.

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