O que aconteceu: A AtlasIntel divulgou nota nesta segunda-feira (8) afirmando que respeitará a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação da pesquisa eleitoral registrada sob o número BR-06939/2026.
O que diz o instituto: A empresa afirma estar colaborando integralmente com a Justiça Eleitoral e demonstra confiança de que a análise técnica do caso confirmará a “robustez metodológica” e a legalidade do levantamento.
Ponto central da defesa: Segundo a AtlasIntel, o áudio que gerou a controvérsia não foi reproduzido durante a aplicação do questionário principal.
- Os entrevistados responderam toda a pesquisa antes de qualquer contato com o material audiovisual.
- Não havia possibilidade de retornar e alterar respostas após a conclusão do questionário.
- O conteúdo em áudio foi apresentado apenas em uma etapa posterior e independente da pesquisa.
Como funcionava o teste: Após responder ao questionário, parte dos participantes era convidada a acessar uma ferramenta chamada Atlas VRC (Video Reaction Curve).
Na prática:
- O participante assistia ao conteúdo audiovisual.
- Registrava, em tempo real, reações positivas ou negativas ao material.
- A plataforma media segundo a segundo as percepções dos entrevistados.
Argumento da AtlasIntel: O instituto sustenta que o VRC possui finalidade analítica distinta da pesquisa eleitoral e serve para medir reações a conteúdos audiovisuais, não para influenciar respostas sobre intenção de voto.
Outro ponto: A empresa afirma que pesquisas posteriores realizadas por outros institutos identificaram efeitos semelhantes sobre as intenções de voto após o episódio investigado.
Segundo a Atlasintel: Isso indicaria que os resultados observados refletiam uma dinâmica real da opinião pública, e não uma suposta contaminação metodológica.
O que disse o CEO: O diretor-presidente da empresa, Andrei Roman, negou qualquer viés político na elaboração do estudo.
“A AtlasIntel pauta seu trabalho pela imparcialidade, rigor científico e precisão.”
Roman destacou ainda que a empresa se considera referência internacional em pesquisas eleitorais e defendeu a credibilidade da metodologia utilizada.
Contexto: A controvérsia envolve a utilização de novas ferramentas tecnológicas em pesquisas de opinião e seus limites dentro da regulamentação eleitoral vigente.
O que vem agora: A AtlasIntel afirma que continuará colaborando com as autoridades eleitorais e defende que o caso pode contribuir para o aperfeiçoamento das regras aplicáveis às novas metodologias de pesquisa.
Perfil da pesquisa suspensa
- Universo: população adulta brasileira
- Amostra: 5.032 entrevistados
- Margem de erro: ±1 ponto percentual
- Coleta: 13 a 18 de maio de 2026
- Registro TSE: BR-06939/2026
Por que importa: O caso pode se tornar um marco para definir como a Justiça Eleitoral tratará pesquisas que combinam levantamentos tradicionais de intenção de voto com ferramentas digitais de análise de reação a conteúdos audiovisuais.







