Câmara dos Deputados: Comissão aprova PL que dá regulação dos Apps de transporte aos municípios

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Plenário da Câmara dos Deputados.

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o PL 1498/25, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que redefine completamente quem manda na regulamentação dos serviços de transporte individual — incluindo Uber, 99, InDriver e similares.

A proposta entrega 100% da competência regulatória aos municípios e ao Distrito Federal, reforçando a autonomia local e criando padrões mínimos nacionais.

📌 O que muda na prática

O projeto altera a Lei de Mobilidade Urbana e determina que motoristas de aplicativo só poderão operar mediante autorização da prefeitura, cumprindo as mesmas regras previstas na Lei do Taxista.

Entre as exigências:

  • ✔️ Idoneidade comprovada
  • ✔️ Capacitação técnica
  • ✔️ Exames de saúde obrigatórios
  • ✔️ Veículos seguros e confortáveis
  • ✔️ Licença municipal renovável

Além disso, prefeituras poderão fixar tarifas, definir direitos e deveres, estabelecer padrões técnicos dos veículos e aplicar sanções administrativas.

💰 Tarifas de infraestrutura

O texto aprovado, com emenda do relator Cobalchini (MDB-SC), autoriza que municípios cobrem tarifas pelo uso da infraestrutura viária, tanto das empresas quanto das plataformas digitais.

Os valores arrecadados deverão financiar:

  • 🛣️ melhorias na infraestrutura viária;
  • 🚍 expansão dos serviços para áreas sem atendimento;
  • 🔄 integração com outros modais de transporte público.

♿ Inclusão garantida

O projeto reserva 10% das licenças para condutores com deficiência, desde que utilizem veículos próprios e adaptados.

⚠️ Por que isso importa

Hoje, a regulação já é municipal, mas as regras variam muito entre cidades, gerando conflitos entre taxistas e motoristas de app.
O PL busca uniformizar diretrizes nacionais sem retirar a autonomia local.

Isso pode significar:

  • novas tarifas municipais;
  • mais exigências para motoristas;
  • maior poder fiscalizatório das prefeituras;
  • estabilidade jurídica para operadores do setor.

▶️ Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada por:

  • Comissão de Viação e Transportes;
  • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Se aprovada nessas etapas, segue para o Senado e, depois, para sanção presidencial.

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