
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, em entrevista à Globonews, que, de sua parte, a relação com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está ótima. “Estou à disposição a conversar sempre, seja em churrasco, almoço ou jantar”, disse.
Ele também comentou que está disposto a conversar para explicar detalhes técnicos sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia financeira e disse que também se equivoca em alguns casos.
Campos Neto afirmou que não é verdade que os servidores do BC estão contra a PEC. “Estamos nos esforçando por uma coisa, junto com a diretoria, por um Banco Central melhor lá na frente”, disse ao lembrar que a modernização administrativa passaria a valer só em 2025, quando ele não estaria mais na presidência do BC.
Também frisou que os diretores que foram indicados pelo governo atual trabalharam pela PEC da autonomia financeira. Esse e outros temas serão discutidos com o senador Davi Alcolumbre (União-AP) em jantar que consta na agenda desta quarta-feira.
Campos Neto reforçou que está sempre disponível para conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive sobre a PEC, mas que não sabe o quanto interessa a ele conhecer os detalhes da PEC.
Ele comentou que tem pouco contato direto com o presidente e que o contato entre os dois costuma ser feito por intermédio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já disse discordar de alguns pontos da PEC.
Agência Estado







