
Gabriel Amora
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O Ceará, atualmente, possui a maior empresa produtora de Arla 32 do Norte/Nordeste, produto este que reduz em até 90% a emissão de gases poluentes dos veículos a diesel. O Grupo Ipê Quimica, que provê toda a demanda do Estado, também atua no Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Tocantins, chegando até o Pará.
Segundo o sócio-diretor, Nonato Prado Filho, o Ceará possui dois portos em operação, o que facilita para uma maior eficiência logística, levando em conta que, nos últimos anos, com a paralisação das fábricas de fertilizantes da Petrobras, toda a ureia do país passou a ser importada. “E a Ipê garantiu o suprimento de Arla 32, a nível Norte e Nordeste do Brasil, com toda a matéria-prima importada pelo Porto do Pecém”, diz. Já a sede da marca fica em Itaitinga.
Recentemente, a marca expandiu para o Piauí e Maranhã, completando, com o Ceará, três unidades físicas, gerando de 140 a 150 empregos diretos, fora os indiretos que não tem o número exato. Nonato também lembra que, até o final de 2022, o mercado do Arla tende a crescer 20% com a renovação da frota que estamos vivenciando no momento. “Se pensarmos nos próximos 5 anos, estima-se que esse mercado venha a crescer 200%”, enfatiza.
“5 anos é o tempo ideal, considerando que passamos de uma crise econômica, renovação do governo, Covid-19 etc. Tudo isso retraiu. Agora, seguimos em frente”, aponta. Ele complementa ao explicar que a consciência ambiental tem avançado para aplicação em veículos leves, o que, consequentemente, vem se mostrado um bom negócio também para carros de passeio que utilizam óleo diesel. Modelos como Jeep Compass e Fiat Toro já têm essa tecnologia, por exemplo.
Apesar de ser definido pelo fabricante do veículo, o padrão para utilização de Arla 32 é de 3% a 5% do volume total de diesel, o que, atualmente, movimenta em torno de 700 milhões de litros de produto, equivalente, hoje em dia, a um montante aproximado de R$ 1,5 bilhão por ano.







