
O fato: A taxa de inadimplência de aluguel no Ceará ficou em 3,77% em abril de 2026, praticamente estável em relação aos 3,75% registrados em março. Apesar da manutenção no comparativo mensal, o indicador apresentou melhora na comparação com abril de 2025, quando o índice era de 4,64%, representando uma queda de 0,87 ponto percentual.
Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras voltada ao mercado imobiliário.
Comparação regional: O percentual registrado no Ceará ficou acima da média nacional, que alcançou 3,18% em abril, mas abaixo da média do Nordeste. A região liderou o ranking de inadimplência do país, com taxa de 4,98%, seguida pelo Norte (4,37%), Centro-Oeste (2,97%), Sudeste (2,94%) e Sul (2,65%).
A estabilidade observada no Ceará ocorre em um cenário de redução da inadimplência em relação ao ano passado, embora fatores como juros elevados e inflação continuem pressionando o orçamento das famílias.
Imóveis comerciais lideram atrasos: No Nordeste, os imóveis comerciais continuaram apresentando os maiores índices de inadimplência, com taxa de 7,54% em abril, embora abaixo dos 7,65% registrados em março. As casas apareceram em seguida, com índice de 5,78%, acima dos 4,90% observados no mês anterior.
Já os apartamentos registraram avanço de 3,14% para 3,32% no período.
Faixas de aluguel: Em nível nacional, os imóveis com aluguel de até R$ 1 mil concentraram os maiores percentuais de inadimplência. Nos contratos residenciais dessa faixa, o índice caiu de 5,98% para 5,56% entre março e abril. Nos imóveis comerciais, a taxa recuou de 7,41% para 7%.
Por outro lado, os imóveis residenciais com aluguel entre R$ 3 mil e R$ 5 mil apresentaram a menor taxa de inadimplência do segmento residencial, com 1,71%.
Contratos de maior valor: Os imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil também registraram redução nos atrasos. A inadimplência nesse grupo caiu de 6,01% em fevereiro para 5,83% em março e chegou a 4,52% em abril.
Apesar da queda, a categoria segue entre as que demandam maior atenção das imobiliárias devido ao impacto financeiro associado aos contratos de maior valor.
Cenário nacional: Na média do país, todos os segmentos apresentaram redução da inadimplência em abril. O índice dos apartamentos caiu de 2,30% para 2,11%, o das casas passou de 3,60% para 3,31% e o dos imóveis comerciais recuou de 4,54% para 4,21%, interrompendo uma sequência de altas observada nos meses anteriores.






