
O fato: A Copa do Mundo de 2026 deve gerar um impacto de R$ 4,32 bilhões no comércio varejista brasileiro, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O volume representa um crescimento de 6,5% em comparação com a última edição do torneio, realizada em 2022.
De acordo com a entidade, o avanço é impulsionado principalmente pela melhora do mercado de trabalho e pelo cenário de inflação mais controlada nos últimos quatro anos, fatores que ampliam o potencial de consumo durante o evento esportivo.
Setores beneficiados: Entre os segmentos com maior expectativa de faturamento, os hiper e supermercados lideram as projeções, com movimentação estimada em R$ 2,97 bilhões. Em seguida aparecem os setores de vestuário e acessórios, com R$ 803,7 milhões, artigos de uso pessoal e doméstico, com R$ 262,2 milhões, informática e comunicação, com R$ 198,5 milhões, e móveis e eletrodomésticos, com R$ 80,2 milhões.
Consumo mais cauteloso: Apesar da expectativa positiva para o comércio, a CNC observa uma mudança no comportamento dos consumidores em relação à compra de bens duráveis. A tradicional procura por televisores para acompanhar os jogos apresenta desaceleração nesta edição do Mundial.
Segundo o levantamento, as buscas por Smart TVs no comércio eletrônico estão 15,6% abaixo do registrado no mesmo período que antecedeu a Copa de 2022.
Juros influenciam vendas: A entidade atribui o desempenho mais moderado desse segmento ao atual cenário monetário. A taxa básica de juros (Selic) está em 14,5% ao ano, acima dos 12,75% registrados durante a Copa anterior, o que encarece o crédito e reduz o apetite dos consumidores por compras parceladas de maior valor.
Mesmo com esse fator, a expectativa é de que o torneio estimule o consumo em diversos segmentos do varejo, especialmente aqueles ligados à alimentação, vestuário e produtos voltados para a celebração dos jogos.






