Com investimento de R$ 56 bilhões, leilão de linhas de transmissão vai acelerar a produção de energias renováveis no Nordeste

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Fontes solar e eólica. Foto: Freepik

A Região Nordeste receberá investimentos destinados a linhas de transmissão de energia, com foco na ampliação da infraestrutura e capacidade para produzir e exportar energias renováveis, num total de R$ 56 bilhões em leilões.

O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, durante a Assembleia Geral Ordinária do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Nordeste (Consórcio Nordeste), realizada nesta sexta-feira (5), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

Os gestores discutiram a produção de energias renováveis e o leilão de concessão de linhas de transmissão na região para a integração energética. Representando o Governo Federal na reunião, Alexandre Silveira afirmou que a União assumiu a diretriz de transformar o Nordeste no maior celeiro de energia limpa e renovável do mundo.

“Serão destravados mais de R$ 120 bilhões em investimentos privados na área de geração renovável. Os leilões vão acontecer e trarão mais de R$ 56 bilhões de investimento para transmissão de energia do Nordeste. Neste primeiro semestre, já está na Aneel, e eu tenho pedido que ela se debruce na velocidade desse processo. Serão leiloados R$ 16 bilhões, mais R$ 20 bilhões até o final de 2023. Outros R$ 20 bilhões estão programados para o ano que vem”, disse o ministro.

Atualmente, o Ceará tem 100 empreendimentos operando para a geração de energia eólica, o que representa uma produção de 2.577 MW. Em construção, outras 72 usinas eólicas, que produzirão 2.875 MW. Na modalidade offshore, 22 parques estão em processo de licenciamento ambiental junto ao Ibama. Eles terão capacidade de produção de 56,5 GW. Na matriz solar, o estado tem operação de 31 parques, com geração de 1.379 MW (considerando Geração Distribuída) e mais 311 empreendimentos em fase de implantação, cuja produção chegará a 12.203 MW. Na área do hidrogênio verde (H2V), o Ceará possui 24 protocolos assinados para a chegada de empresas, que poderão produzir 1,3 milhão de toneladas de H2V em 2023.

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