Decreto de Camilo permite volta de várias atividades, incluindo têxteis e confecções

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Fábricas de confecções liberadas para trabalhar.

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O terceiro decreto de quarentena baixado pelo governador Camilo Santana, publicado no Diário Oficial de domingo, 5 de abril, é mais brando e permite o funcionamento de uma série de setores que antes estava com atividade proibida. É o caso, por exemplo, das feiras, indústrias de móveis, indústria de calçados, comércio de material de construção, indústria têxteis e confecções.

Veja a lista completa de atividades liberadas: Feiras exclusivamente para gêneros alimentícios; serrarias; indústrias de móveis e utensílios domésticos; indústrias de tintas; indústrias têxteis, de confecção, calçados e roupas; indústrias de maquinário agrícola e autopeças; produção e comercialização de flores e produtos hortifrutigranjeiros; produtores e fornecedores da cadeia de saneamento; comércio de materiais de construção; serviços de contabilidade, vedado o atendimento ou reuniões presenciais; serviços de controle de vetores e pragas urbanas; empresas exportadoras; empresas que integram a cadeia de energia; obras relacionadas à produção de energia; comércio de produtos naturais, suplementos de produtos alimentares e alimentos de animais, vedado o consumo local; comércio de defensivos e insumos agrícolas; comércio de seguros, vedado o atendimento presencial; estabelecimentos que comercializem exclusivamente produtos de higiene e limpeza.

Também determina que as feiras para a comercialização de produtos alimentícios devem seguir um protocolo de atendimento de clientes, exposição de produtos, controle de fluxo e distanciamento mínimo entre barracas de no mínimo 2 metros.  Precisa ainda ter no local pias com água e sabão que permitam a higienização das mãos de usuários e feirantes; higienização pelos feirantes de todos os utensílios e materiais utilizados nas barracas, antes e depois da feira.

O decreto anterior permitia o funcionamento apenas de indústrias do ramo farmacêutico, alimentício, de bebidas, produtos hospitalares ou laboratoriais, obras públicas, alto forno, gás, energia, água, mineral, produtos de limpeza e higiene pessoal, bem como respectivos fornecedores e distribuidores.

Logo depois da divulgação do decreto do governador, o senador Tasso Jereissati distribuiu nota à imprensa criticando duramente a decisão de Camilo Santana (Veja aqui). Segundo o senador, que também é empresário (maior acionista do Iguatemi Fortaleza e da maior fabricante da Coca-Cola no Nordeste), a flexibilização determinada por Camilo fará explodir a contaminação do coronavírus no Ceará.

Veja o decreto completo: Decreto

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