
Equipe Focus
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Os economistas e especialistas de diversos setores cearenses estão pessimistas sobre a situação econômica do País por conta do avanço da COVID-19. É o que revela a pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), análise feita em parceria pela Fecomércio Ceará e o Conselho Regional de Economia (Corecon-CE). Ao todo, foram ouvidos 105 especialistas.
De acordo com o levantamento, os três índices, de percepção geral (74,4 pontos), de percepção futura (79,7 pontos) e de percepção presente (69,1 pontos) registraram expressivo pessimismo dos analistas consultados em relação ao quadro econômico nacional e internacional. A pesquisa pontua de zero a 200 as variáveis analisadas.
Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. Em relação à pesquisa anterior, o número de variáveis percebidas com pessimismo saltou de três para seis: gastos públicos (76,8); nível de emprego (49); evolução do PIB (47,4); taxa de câmbio (43,8); salários reais (39,7 pontos) e cenário internacional (36,1 pontos). Apenas três variáveis foram analisadas com otimismo: oferta de crédito (144,3 pontos), taxa de juros (129,4 pontos) e taxa de inflação (103,1 pontos).
Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa também apresenta aumento no pessimismo, de 33,2%. Além disso, cabe destacar que a percepção sobre o desempenho presente revelou uma piora nas expectativas de 37,6%, registrando 69,1 pontos.
Quem é ouvido
A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.







