Gerenciamento Municipal, por Antônio Albuquerque

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Antônio de Albuquerque Sousa Filho, engenheiro agrônomo, mestre em Extensão Rural (Wisconsin – EUA). Foi reitor da Universidade Federal do Ceará – UFC (Período 1991 a 1995).

Os municípios brasileiros receberam, pela nova constituição de 1988, a grande incumbência de prestar serviços, principalmente nos setores da educação e saúde, além das ações mais colaborativas nas áreas da infraestrutura, segurança, turismo e meio ambiente.
Entretanto, a maioria dos referidos municípios não se preparam para cumprir as tarefas da melhoria da estrutura administrativa, na qualificação dos seus recursos humanos, principalmente, na escolha de seus executivos, da corresponsabilidade assumida.
Um lado negativo que observamos na maioria das administrações municipais é falta de uma visão prospectiva de médio e longo prazo, envolvendo aspectos do crescimento populacional e urbanístico, que exigirão novas necessidades de habitação, aberturas de novas vias públicas, ampliação dos sistemas de esgoto e água, novas escolas e unidades prestadoras de saúde, conservação do meio ambiente e recursos humanos mais qualificados para enfrentar os desafios das novas tecnologias e inovações futuras.
É lamentável que ao elaborar projetos para captar novos recursos financeiros, para alavancar diferentes setores do desenvolvimento local, tais proposições são, em sua maioria, carentes de embasamento técnico e econômico, gerando desperdícios de recursos, obras não concluída ou com qualidade questionável.
O mais lamentável é que faltam ideias novas, quase sempre os administradores ficam restritos ao seu meio ambiente, deixando de visitar municípios que apresentaram ações inovadoras e parte dos executivos não aceitam sugestões apresentadas por profissionais fora do seu grupo de assessores.
Juntamente com outros profissionais filhos da terra, com qualificação em diferentes ramos do conhecimento, ansiosos por oferecer ideias viáveis em termos socioeconômicos e culturais buscaram, em vão, apresentar sugestões relevantes para a solução dos problemas de um município da Região da Ibiapaba.
A grande lacuna dos nossos administradores municipais é a falta de uma visão futurista desenvolvimentista e equilibrada em termos de justiça social.

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