Lubnor vai produzir combustível marítimo renovável e asfalto sustentável

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Lubnor, localizada em Fortaleza. Foto: Divulgação
Lubnor, localizada em Fortaleza. Foto: Divulgação

A Petrobras revelou nesta segunda-feira, 15, o início dos estudos que visam a investimentos em descarbonização da refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor). As medidas constam no Plano Estratégico 2024-2028+ da companhia. O anúncio ocorreu durante a posse do novo gerente geral da unidade, o engenheiro Alfredo Alle Andrade David.

A Petrobras pretende substituir o gás natural utilizado atualmente pela Lubnor na geração de energia por biometano. O combustível também será utilizado para produzir hidrogênio. O uso de biometano deve reduzir em 100% as emissões diretas de gás carbônico da refinaria (atualmente em 60 mil toneladas por ano).

E mais: a companhia vai produzir biobunker, um combustível marítimo com conteúdo renovável, e CAP Pro, um asfalto com menor impacto ambiental na aplicação. Além disso, utilizará energia elétrica renovável em seus processos, o que deverá neutralizar em 100% suas emissões indiretas de gás carbônico.

A empresa também estuda a inclusão de novos produtos para compor uma carteira mais sustentável: lubrificantes naftênicos produzidos com hidrogênio de baixo carbono, querosene de aviação com conteúdo renovável ou de baixo carbono, e combustíveis diesel tipo S10 RX — com baixo teor de enxofre e conteúdo renovável em sua composição.

Se implementadas, essas iniciativas e as que já estão em andamento irão elevar de 60% para 80% o perfil de produtos da refinaria com características de fixação de carbono. A presença de conteúdo renovável, que hoje não integra os produtos da refinaria, poderá chegar a cerca de 10%.

A Lubnor

Inaugurada em 24 de junho de 1966, a Lubnor tem capacidade de processamento de 10 mil barris por dia de petróleo e atende a cerca de 12% do mercado nacional de asfaltos.

A refinaria é a única produtora no país de óleos lubrificantes naftênicos e atua como polo logístico de combustíveis e gás liquefeito de petróleo (GLP, ou gás de cozinha) da Petrobras no Ceará. Em sua carteira, o produto predominante é o asfalto (48% do total), seguido de bunker e óleo combustível (34%), lubrificantes naftênicos (12%) e diesel marítimo (6%).

 

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