A pesquisa presidencial Atlas/Bloomberg divulgada nessa quarta-feira (01/07) deu mostras, mais uma vez, da concentração da competitividade em Lula (46,3%) e Flávio Bolsonaro (37%), seguidos bem de longe por Renan Santos (7,8%), Ronaldo Caiado (2,9%), Romeu Zema (2%) e Joaquim Barbosa (1%).
Se esse for o quadro definitivo da eleição, um eventual segundo turno entre os dois mais bem posicionados deve levar a um quadro de nenhum apoio desses candidatos a Lula, levando a gramática discursiva da disputa à direita – o que pode preocupar o QG petista.
Mas, penso que algo merece atenção, redobrada atenção; ou melhor, não algo, mas alguém: Renan Santos, candidato do Missão (ex-MBL), cujo símbolo é, na onda da extrema direita, uma onça.

É que, como vimos acima, o candidato alcançou a marca de 7,8%, ou seja, 8% dos entrevistados. Por óbvio, a que se considerar a amostra, ok. Mas não se deve desprezar alguém por demais desconhecido do grande eleitor já pontuar acima de ex-governadores de dois importantes estados da federação, que se postam como vestais da competência à direita.
Na amostra da referida pesquisa, Renan tem 13% entre os homens, 38% entre jovens de 16 a 24 anos, 9% entre evangélicos, 8% entre ateus, 13% entre moradores do Centro Oeste, 10% entre moradores do Sul e do Norte, 10% entre os eleitores de Bolsonaro em 2022 e 53% entre quem votou nulo em 2022.
Renan tem se definido como um “pós-Bolsonaro“, nomeando-se, seja em meio a que linguajar for, como a “verdadeira direita” – sua “rebeldia” tem despertando a atenção, e a escolha, de muitos jovens.
Numa pesquisa anterior, divulgada em junho pela Real Time Big Data, pontou 10% em São Paulo.
Na última Atlas Intel com dados da corrida presidencial no Ceará, apareceu com incríveis 6 pontos percentuais: 9% entre os homens, 23% entre jovens entre 16 e 24 anos (Flávio apareceu com míseros 4%), 13% entre eleitores com ensino médio, 18% entre evangélicos (Lula com 25%), 25% entre ateus, 8% entre eleitores de Bolsonaro e 40% entre quem votou nulo.
Esse é o primeiro texto sobre o candidato. Os desdobramentos da campanha nos exigirão a escrever mais.
Serão muitos os rugidos da onça (?).







