
Equipe Focus
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O ministro do STF Luís Roberto Barroso apresentou nesta quarta-feira, 27, voto favorável a possibilidade legal de compartilhamento de informações entre órgãos de controle, como a Receita Federal e o antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), e o Ministério Público, sem autorização judicial, para uso em investigações criminais. Barroso, o primeiro a votar nesta quarta-feira, foi o quarto voto favorável. Anteriormente, o presidente do STF e relator do processo, ministro Dias Toffoli, e os ministros Alexandre de Moraes e Edson Fachin já haviam apresentado voto favorável ao compartilhamento.
“Não acho bom para o país, não acho bom para a Justiça e não acho bom para o Supremo, nesse quadro e nessa quadra que o país vive, criar dificuldades e entraves burocráticos para o combate à alta criminalidade”, disse.
A decisão do STF vai impactar mais de 900 inquéritos que foram suspensos pelo ministro Dias Toffoli, em julho, que parou investigações que usassem esse tipo de dado. O mais impactante deve nas investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que é alvo de um relatório do Coaf que apontou movimentações suspeitas ligadas a seu gabinete.






