O que aconteceu?
A TotalEnergies, gigante francesa do setor de energia, está de olho no hidrogênio verde do Ceará para abastecer suas refinarias na Europa. A empresa estuda firmar um contrato para a compra do combustível renovável e também avalia entrar como investidora em um projeto de US$ 5 bilhões no Porto do Pecém, que poderá transformar o Estado em um hub global de exportação de energia limpa. A informação foi originalmente publicada pelo O Globo.
O empreendimento, liderado pela Casa dos Ventos, prevê a instalação de usinas de energia eólica e solar para alimentar eletrolisadores, com capacidade de 1,2 gigawatts, permitindo a produção de 160 mil toneladas de hidrogênio verde por ano. Além disso, o projeto poderá gerar 900 mil toneladas anuais de amônia verde, facilitando o transporte do combustível para o mercado europeu.
Por que o Ceará?
O Porto do Pecém já vem se consolidando como um dos principais polos de hidrogênio verde do Brasil, atraindo grandes players globais interessados em energia renovável. O Estado oferece uma combinação estratégica de infraestrutura portuária, incentivos fiscais e potencial para geração de energia limpa a baixo custo, tornando-se um destino preferencial para investimentos no setor.
A TotalEnergies busca substituir 500 mil toneladas de hidrogênio “cinza”, derivado de combustíveis fósseis, por hidrogênio verde até 2030. A mudança é impulsionada por novas regras ambientais da União Europeia, que penalizam distribuidores de combustíveis que não atendem aos padrões de sustentabilidade.
O impacto para o Ceará
✅ Hub global de hidrogênio verde: O projeto pode consolidar o Estado como líder na exportação de energia limpa.
✅ Investimento bilionário: Com US$ 5 bilhões previstos, o empreendimento promete gerar empregos e fortalecer a economia cearense.
✅ Integração com o mercado europeu: A parceria com a TotalEnergies abre portas para novos acordos comerciais e tecnológicos.
Os próximos passos
A decisão final de investimento para a construção da planta no Porto do Pecém está prevista para 2026, com início das operações em 2029. Se concretizado, o projeto colocará o Ceará no centro da transição energética global, fornecendo hidrogênio verde para refinarias e indústrias europeias que buscam reduzir suas emissões de carbono.