TSE lança ferramenta para receber denúncias sobre desinformação

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Divulgação

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta terça-feira, 21, uma ferramenta para colher denúncias sobre a disseminação de notícias falsas sobre as eleições de outubro. Os eleitores podem comunicar diretamente à Justiça Eleitoral se virem desinformação circulando em qualquer aplicativo. Segundo o tribunal, os alertas recebidos serão encaminhados diretamente às plataformas sociais onde o conteúdo estiver publicado.

O presidente do TSE, ministro Edson Fachin, ressaltou a preocupação da Corte com as fake news pelo potencial de influenciar o pleito. Desde o início do ano, o tribunal vem firmando acordos e instaurando jurisprudências para lidar com a desinformação no processo eleitoral. “Reitero que a Justiça Eleitoral está preparada para conduzir as Eleições de 2022 de forma limpa e transparente, como tem feito nos últimos 90 anos”, afirmou.

Fachin lembrou que, durante as eleições municipais de 2020, o canal lançado pela Justiça Eleitoral em parceria com o WhatsApp recebeu em torno de 5 mil denúncias, o que levou o aplicativo de mensagens a banir cerca de mil perfis responsáveis por fazer disparos em massa.

“Se em 2020 a parceria foi com apenas uma plataforma e obtivemos resultados tão expressivos, não podemos deixar de ressaltar o importante avanço que representa a criação deste sistema, que conta com todas as plataformas parceiras da Justiça Eleitoral no enfrentamento à desinformação”, disse o magistrado.

Em fevereiro deste ano, o TSE selou acordo de cooperação com o Google, YouTube, Facebook, Instagram, WhatsApp, Telegram, Kwai, TikTok, LinkedIn, Twitter e Spotify.

A atenção da Corte a esse tema se deve às eleições de 2018, quando disparos em massa de informações falsas sobre os candidatos geraram apreensão e levaram, inclusive, à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a existência de uma ‘milícia digital’ e sua eventual influência naquele pleito.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) costuma criticar o TSE pelo cerco ao conteúdo que circula nas redes, entre outras coisas. O chefe do Executivo alega que o tribunal prejudica a liberdade de expressão e já chegou a procurar o CEO do WhatsApp para tentar desfazer um acordo firmado entre a empresa e a Corte eleitoral.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

O Real de Lula? Proposta de Lara Resende promete derrubar juros a 7,5% e enfrentar crise fiscal

O calmante do mercado tem nome: Geraldo Alckmin

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

Com aplausos, Kátia Abreu expõe incômodo no PT: “Paulistas sem voto” e “menos Janja, mais Alckmin”

MAIS LIDAS DO DIA

Dirceu diz que vitória de Lula não foi do PT, cobra reconstrução do partido e defende pacto nacional para o quarto mandato

Banco chinês sinaliza investimento de mais de R$ 500 milhões em parque tecnológico de Caucaia

Justiça muda regras para bloqueio de dinheiro em contas bancárias

Oposição quer incluir redução da maioridade penal na PEC da Segurança

STF decide que empresas imobiliárias não pagam ITBI na integralização de imóveis

Patrícia Ciríaco lança livro que propõe repensar as regras da herança no Brasil

Altaneira prevê R$ 2,5 milhões para festejos enquanto anuncia demissões

Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade; Cid e Camilo apoiam adiamento da redução da maioridade penal