
Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br
O Governo Bolsonaro testará um “remédio secreto” no tratamento da COVID-19. Ao todo, 500 pessoas deverão receber o medicamento. Isso porque, de acordo com a revista Veja, o Itamaraty enviou comunicado a todas as suas representações diplomáticas e postos no exterior com informações sobre os avanços para produção de uma droga eficaz contra a COVID-19.
O documento afirma que o Ministério da Ciência e Tecnologia realizou testes com 2.000 medicamentos considerados eficazes contra o coronavírus. No entanto, o “milagroso” tem eficácia in vitro 94%.
O Governo não anunciou quando os testes serão realizados. O comunicado foi enviado para que os diplomatas, ao serem questionados no exterior, respondam quais as ações que o Brasil têm tomado para frear o avanço da COVID-19.
O tal “remédio secreto” pode um vermífugo bastante conhecido pelos brasileiros: o Annita. O medicamento “sem nome” havia sido sugerido pelo ministro da Ciência, Marcos Pontes, ao ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta. “Tem um anti-helmíntico, dizendo que essa linha aqui, que é um vermífugo. Mata muito bem in vitro. E agora vai começar os testes em pessoas. Vermífugo mata vírus. A cloroquina mata vírus”, declarou Mandetta à época.
O Focus havia publicado que um estudo liderado pela Universidade Monash, em conjunto com o laboratório de infecções virais do Hospital Real de Melbourne, na Austrália, mostrou que um medicamento antiparasitário disponível em todo o mundo pode matar o coronavírus em 48 horas.
Publicado no periódico Antiviral Research, a pesquisa científica demonstrou que uma dose única do medicamento ivermectina, conhecido por exterminar piolhos, vermes e carrapatos, poderia interromper o crescimento do vírus SARS-CoV-2 na cultura de células. A pesquisa, à época (4 de abril), ainda não tinha sido feita em humanos.
Leia Mais
+Anticoagulante reduz infecção de células por coronavírus em 70%, aponta novo estudo
+Governo brasileiro tem fármaco com 94% de eficácia contra o coronavírus
+Ainda sem testes em humanos, vermicida mata coronavírus em 48 horas, aponta estudo australiano







