Construção civil, o Ceará e a destruição dos empregos, por Rodrigo Marinho

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Rodrigo Marinho é advogado e assessora a liderança do partido Novo na Câmara dos Deputados.

A construção civil é um dos setores que, historicamente, mais emprega no Brasil. Apesar do que considero ser perseguição à iniciativa privada por parte do governo do estado do Ceará e da prefeitura de Fortaleza, sempre foi um dos setores que sempre teve protagonismo em nosso estado.

Esse ramo de atividade foi considerado essencial em grande parte do País, salvo em dois estados, o Ceará e Pernambuco. A construção civil seguiu trabalhando e mantendo empregos e renda para milhares de famílias em todo país.

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Incorporações Imobiliárias (ABRAINC), feita em 36 empresas do ramo de construção civil no eixo Rio-São Paulo, no dia 8 de maio existiam 757 obras em andamento e 48 obras paradas. Atualmente estão trabalhando 54,6 mil operários em todo o Brasil.

Com relação ao COVID-19, o estudo afirma que são suspeitos de ter a doença formam um grupo de 1.364 trabalhadores, o que corresponde a somente 2,5% da força de trabalho. E, até o dia 8 de maio, somente 177 pessoas tiveram testes positivos da doença, o que corresponde a 0,32%. Até agora houve um total de cinco óbitos em sete semanas de pesquisa.

Várias medidas preventivas foram tomadas por parte das empresas: 91% fornecem máscaras de tecidos. As empresas fornecem em média quatro máscaras por funcionário. As máscaras extras fornecidas são: tecido: 75%, N 95: 8%, descartável: 6%, acetado/Acrílico: 3%, cirúrgica: 3% e outros tipos: 5%.

Todas as empresas analisadas não permitem a entrada de funcionários com sintomas ou pertencentes aos grupos de risco. Além disso, fazem medição de temperatura na entrada e na saída das obras, reforçaram todos os procedimentos de higiene e adotam horários escalonados de almoço e de vestiário para evitar aglomerações.

No Ceará houve algo estranho, para não dizer eleitoreiro ou outra palavra mais dura: as obras privadas da construção civil pararam, enquanto as obras contratadas pelo setor público continuaram em plena atividade, conforme foto ao lado.

Caro leitor, algumas perguntas são necessárias nesse artigo: será que o Estado do Ceará e/ou a Prefeitura de Fortaleza estão orientando os mesmos cuidados sanitários em suas obras como o faz a iniciativa privada? Será que as empresas do Ceará não têm capacidade para fazer o mesmo do que ocorre em praticamente todo país? Será que a Construção Civil do Ceará não poderia fazer o mesmo do que as empresas do eixo Rio-São Paulo? Qual o objetivo de permitir as obras públicas funcionando e as obras privadas fechadas?

Essas perguntas se somam ao necessário plano que o Governo do Estado e/ou a Prefeitura de Fortaleza deveriam apresentar. Não houve qualquer planejamento para fechar e muito menos um plano para abrir. Até agora, o que foi percebido por todos os cearenses foi uma total incompetência por parte desses gestores. O prefeito Roberto Cláudio chegou a afirmar em uma entrevista na CNN Brasil que “havia uma dívida histórica” de UTI’s no Estado.

Ora, senhor prefeito, o senhor está a frente da prefeitura há oito anos. Repito, oito anos. Enquanto o mesmo grupo político com Cid Gomes e Camilo Santana estão no Governo do Estado há 14 anos! Senhores, se há uma dívida histórica, a culpa é de vocês!

Por fim, existe uma outra atividade que sempre foi essencial, em especial em momentos como esse que podem ter violação a liberdade individual, a advocacia, o meu setor. Ao invés do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará brigar por esse abertura, ele chegou a afirmar numa live que denunciaria os grandes escritórios que estão funcionando. Se grandes jornais e redes de televisão estão funcionando, porquê não a profissão essencial a LIBERDADE?

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