Como será o FoodService que devemos encontrar?  Por Flávio Guersola

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Especialista em Gestão Empresarial pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado(FECAP), graduado em Hotelaria pela Faculdade HOTEC e Técnico em Alimentos e Bebidas. Profissional com mais de 20 anos de experiência em gestão e gerenciamento de empreendimentos gastronômicos, em empresas nacionais e multinacionais, de pequeno, médio e grande porte, no mercado de hospitalidade. Atuou como responsável pelo departamento de Alimentos e Bebidas em empresa de polo econômico e na categoria upscale. Ao longo da carreira criou uma visão abrangente sobre a organização, alinhamento de custos baixos com atendimento de alto padrão. Atualmente, associado ao FCSI – Sociedade Internacional de Consultores de Food Service, atua como palestrante e professor na URM – Universidade Roberto Miranda, no curso ING – Instituto de Negócios da Gastronomia, com expertise nas áreas de gerenciamento de alimentos e bebidas, planejamento de cardápio e gestão empreendedora. Foto: Divulgação

Estamos vivendo um dos tempos mais difíceis e desafiadores. Algo que teve o mesmo efeito, ou ate mais danoso que uma guerra, já que numa guerra podemos ver nosso inimigo. Vidas perdidas, pessoas com alto grau de desinformação e locais economicamente abalados. Com essa situação nosso mundo vem sofrendo grandes transformações para se adaptar para o momento atual e futuro.

O mercado do FoodService teve um grande impacto com os resultados da pandemia. Para Abrasel, existe possibilidade de perdermos aproximadamente 40% dos empreendimentos. Imagina se chegarmos a esse ponto, o que ocorrera com os quase 6 milhões de postos de trabalho? Pergunta difícil de responder, mas para garantir os empregos tivemos várias ações governamentais de todas as esferas, algumas apropriadas outras nem tanto, não estamos aqui para discutir esse ponto, mas deixo aqui minha opinião: ¨Muita coisa poderia ser feita, mas algumas por questões financeiras e outras de politicas não atendiam a interesses e com isso algumas ações não chegaram a todos como deveria.

Olhando no retrovisor e aprendendo com as experiências, precisamos construir o futuro e esse futuro vai passar obrigatoriamente por uma transformação digital e tecnologia, assim como a implementação de novos possibilidades de geração de receitas. Antes a receita de um restaurante era composta de pelo menos 90% salão e 10% no delivery. O delivery não tinha como crescer porque impactaria no atendimento de salão, prejudicando o serviço. Mas com o fechamento das operações, sobraram poucas opções para o empreendedor atender seu cliente e o delivery apareceu como a grande solução.

Mas ficou provado a necessidade de adaptações ao negócio para que o delivery venha fazer sentido e com certeza a redução de cardápio para diminuir as necessidades de capital de giro, compras, estocagem, controles e preparos. Entretanto o delivery não conseguiria trazer o mesmo resultado para sustentar as contas que foram geradas com restaurante aberto. É necessário refazer as contas observando os novos números mágicos da gestão.

Além do delivery tivemos outras opções que surgiram para ajudar a compor a venda do delivery. Tivemos o Take Away, onde o cliente pede o preparo de um alimento e busca consumir a refeição em outros locais, essa ação é muito forte nos países europeus. Outra opção é o Drive thru, onde de dentro do carro passamos na loja e fazermos nosso pedido numa cabine e pegamos o alimento para consumi-lo dentro do carro. Ainda nas opções identificadas podemos falar do Curbside pick-up, que traduzido ao pé da letra quer dizer meio fio ou calçada. Essa modalidade acontece de uma forma diferente, fazemos o pedido antes e avisamos a hora que passaremos para pegar o pedido e o mesmo é entregue por um colaborador na calçada.

Fato é que as receitas será dos restaurantes precisaram ser compostas com outros tipos de serviço que vão muito além do salão e delivery. Será necessário a criação de outras oportunidades de venda, nem que seja em horários diferentes, outros produtos e canais de distribuição para indústria. E como fazer isso? Muita criatividade, perseverança, estudo e gestão. Uma das contribuições se é que podemos dizer assim, será uma necessidade de profissionalização do mercado, para que a gestão e controles sejam implantados e acompanhados para indicar ao empreendedor os caminhos a serem tomados.

E se eu posso deixar aqui uma mensagem: Vai passar e quando passar esteja pronto para as oportunidades que aparecerão.

 

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