CPI: vendedor da Davati cita oito autoridades em negociação por vacina; ao menos seis são militares

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CPI: vendedor da Davati cita oito autoridades em negociação por vacina; ao menos seis são militares. Foto: Reprodução/TV Senado.

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O representante comercial da Davati Medical Supply, Cristiano Carvalho, confirmou, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), nesta quinta-feira, 15, a participação de pelo menos oito autoridades do Ministério da Saúde em negociação de vacinas com a Davati.

Da lista divulgada pelo profissional, pelo menos seis citados são militares.

O policial militar Luiz Paulo Dominghetti – outro que se apresentou como representante da empresa – disse ter recebido uma cobrança de propina, de US$ 1 por dose, para intermediar a compra de 400 milhões de vacinas da Astrazeneca.

Em seu depoimento, Cristiano Carvalho confirmou reuniões e cobranças feitas por oito autoridades ligadas ao Ministério da Saúde, entre eles o ex-número dois da pasta Élcio Franco.

A empresa, com sede nos Estados Unidos, ofereceu ao ministério lotes com milhões de vacinas da Astrazeneca e da Janssen. As negociações avançaram, mesmo sem a Davati apresentar qualquer comprovação da existência dos lotes. Os dois laboratórios já negaram que atuem com esse tipo de intermediação.

Veja lista das autoridades citadas por Cristiano Carvalho:

Élcio Franco, coronel da reserva do Exército e ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde;

Roberto Ferreira Dias, sargento reformado da Aeronáutica e ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde;

Marcelo Blanco da Costa, tenente-coronel da reserva e ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde

Cleverson Boechat Tinoco Ponciano, coronel da reserva do Exército e coordenador-geral de Planejamento do Ministério da Saúde;

Marcelo Bento Pires, coronel da reserva do Exército e ex-coordenador do Plano Nacional de Operacionalização das Vacinas contra a Covid-19;

Glaucio Octaviano Guerra, coronel reformado da Aeronáutica e, segundo Randolfe Rodrigues, assessor do adido militar da embaixada do Brasil nos Estados Unidos;

Guilherme Filho Odilon, apontado como coronel pelo senador Randolfe Rodrigues;

Laurício Monteiro Cruz, civil, médico veterinário e ex-diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde.

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