Em Natal, Bolsonaro ignora reajuste de combustíveis e faz discurso eleitoreiro

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Cerimônia de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Após pressionar a Petrobras para não anunciar um novo reajuste nos combustíveis na noite da quinta-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), ignorou, durante discurso realizado em Natal (RN), a decisão da estatal, que divulgou nesta sexta-feira, 17, que aumentará os preços do diesel e da gasolina. No palanque, Bolsonaro optou por uma fala em tom eleitoral, elencando ações do governo federal durante seu mandato, como o Auxílio Brasil e a instituição do Pix.

Na única menção à pauta dos combustíveis, o presidente afirmou que o “mundo” todo passa por “momentos difíceis”, não apenas o Brasil, em relação ao aumento do preço dos alimentos e dos combustíveis.

Para Bolsonaro, no entanto, o desafio no País se “faz presente numa escala um pouco menor”. “Porque fomos contra as políticas de lockdown e de fechar tudo pelo Brasil. Fomos contra a máxima do fique em casa e a economia a gente vê depois”, afirmou

De olho nas eleições, Bolsonaro usou o discurso para destacar conquistas ocorridas em seu governo, como o Pix e o Auxílio Brasil.

De acordo com o presidente, o que ele mais escuta nas ruas é “não desista” e “Deus te abençoe”. “Estamos sem corrupção em nosso governo há três anos e meio”, voltou a dizer, ignorando os indícios de esquemas de corrupção revelados pela imprensa e pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

Ao falar do Pix, afirmou ainda que alguns banqueiros não estão satisfeitos com o governo em razão das taxas que deixaram de ser pagas pela população a partir da nova tecnologia.

Bolsonaro disse também que os números da economia brasileira cada vez mais “saltam aos olhos do mundo todo”. “Acabamos de voltar para os dez países de maior economia do mundo, fomos negociar na Rússia fertilizantes para agro”, afirmou, citando também a recente viagem aos Estados Unidos. “Ali que sem o Brasil o mundo passa fome”, disse o presidente.

Outro tema citado por Bolsonaro foi o da energia, voltando a falar do potencial de produção na costa do Nordeste. “Temos energia equivalente a 50 vezes a usina de Itaipu binacional”, afirmou. “A taxa de desemprego está se aproximando a 10%, cai mês a mês porque facilitamos a vida dos patrões para que eles possam, com menos burocracia, dar emprego a quem por ventura necessite”, disse Bolsonaro. “Temos a certeza que brevemente o momento difícil que atravessamos será superado, e o Brasil ingressará no rol dos grandes países do mundo com prosperidade, paz e harmonia”, finalizou.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

O Real de Lula? Proposta de Lara Resende promete derrubar juros a 7,5% e enfrentar crise fiscal

O calmante do mercado tem nome: Geraldo Alckmin

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

Com aplausos, Kátia Abreu expõe incômodo no PT: “Paulistas sem voto” e “menos Janja, mais Alckmin”

MAIS LIDAS DO DIA

Oposição quer incluir redução da maioridade penal na PEC da Segurança

STF decide que empresas imobiliárias não pagam ITBI na integralização de imóveis

Patrícia Ciríaco lança livro que propõe repensar as regras da herança no Brasil

Altaneira prevê R$ 2,5 milhões para festejos enquanto anuncia demissões

Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade; Cid e Camilo apoiam adiamento da redução da maioridade penal

Democratas impõem derrota histórica ao trumpismo, conquistam Congresso e avançam até em redutos republicanos

MTE recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias

Área ocupada por favelas cresce 152% no Brasil em 40 anos

Filho de cearense é eleito primeiro deputado estadual brasileiro na Flórida