Donos do Hapvida doaram R$ 3 milhões ao PT, PL, PSDB e PSD

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Jorge Pinheiro Koren de Lima CEO do Hapvida. Foto: Divulgação

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, celebrou nesta quarta-feira, dia 13, a entrada de uma doação de R$ 1,25 milhão nos cofres da sigla. O aporte foi uma contribuição da família Koren de Lima, dona do plano de saúde Hapvida.

A doação é a maior já recebida pelo PL na fase de pré-campanha eleitoral e, segundo dirigentes do partido, vai ajudar a pagar despesas relacionadas à promoção do presidente Jair Bolsonaro, que tentará a reeleição.

Os donos da Hapvida têm feito contribuições a partidos que possuem pré-candidatos a presidente da República, sempre no mesmo valor. O PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, e o MDB, de Simone Tebet, também receberam R$ 1.250.000,00, respectivamente

A família faz doações individuais por pessoa física, as únicas permitidas pela legislação. Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima, Ana Christina Fontoura Koren de Lima, Cândido Pinheiro Koren de Lima e Cândido Pinheiro Koren de Lima Junior doaram, cada um, R$ 312,5 mil.

O PSD, que não terá candidato próprio na disputa nacional, recebeu R$ 1 milhão da família, sendo R$ 250 mil de cada doador. Já o PSDB, que apoia Simone Tebet (MDB), ganhou R$ 500 mil, sendo R$ 125 mil de cada um dos quatro donos da companhia.

Como o Estadão mostrou, o PL já havia recebido doações antes, principalmente de pecuaristas e empresários ligados ao agronegócio, mas em valores menores, em geral no sistema Pix do partido. As quantias ainda não foram divulgadas pelo PL, que colocou no ar uma plataforma digital para transferência de dinheiro.

Além de Costa Neto, arrecadam recursos para campanhas de Bolsonaro e do PL o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente, e ex-ministros como Tereza Cristina (Agricultura), pré-candidata a senadora no Mato Grosso do Sul, Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), que disputará o governo de São Paulo, e Braga Netto (Defesa e Casa Civil), escolhido para vice na chapa da reeleição. Todos já participaram de reuniões com empresários para esse propósito.

Antes de aliados do presidente começarem a pedir contribuições em encontros reservados com empresários, integrantes do comitê de Bolsonaro acreditavam que a arrecadação poderia chegar a R$ 400 milhões, mas o desempenho está muito aquém disso. Nos bastidores, há tensão entre os dirigentes pelo rateio de verbas. Os parlamentares com mandato entendem que os R$ 341 milhões oriundos de fundos públicos a que o PL tem direito não serão suficientes. Bolsonaro vai repartir a verba com 12 candidatos a governador, 13 senadores e a atual bancada de 77 deputados federais.

Ao Estadão, Flávio Bolsonaro atribuiu a timidez nas doações à resistência de empresários em ter seus nomes divulgados. Segundo ele, muitos temem sofrer represálias ou cancelamentos. Outros integrantes do comitê dizem que a maioria dos doadores prefere esperar o início da campanha oficial para dar apenas uma contribuição, dependendo da posição do candidato nas pesquisas de intenção de voto, além do receio de receber pedidos de novas doações mais adiante.

A Hapvida disse que não comenta as doações aos partidos, porque foram feitas pelos sócios como pessoas físicas, como prevê a lei.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

O Real de Lula? Proposta de Lara Resende promete derrubar juros a 7,5% e enfrentar crise fiscal

O calmante do mercado tem nome: Geraldo Alckmin

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

Com aplausos, Kátia Abreu expõe incômodo no PT: “Paulistas sem voto” e “menos Janja, mais Alckmin”

MAIS LIDAS DO DIA

O Real de Lula? Proposta de Lara Resende promete derrubar juros a 7,5% e enfrentar crise fiscal

Como Lula virou a eleição: AtlasIntel revela a mobilização histórica que derrotou Flávio Bolsonaro

Chega de falar só com robôs: SACs terão atendimento humano obrigatório a partir desta segunda-feira

Fóssil de 115 milhões de anos encontrado no Ceará revela sangue semelhante ao dos humanos