CW explica a origem do projeto “padrão FBI” de segurança e como conheceu George Piro, agente aposentado

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Foto: Reprodução Instagram

Gabriel Amora
focus@focuspoder.com.br

Questionado em sabatina sobre seu projeto de segurança que envolve o FBI, polícia norte-americana, o candidato ao governo do Estado, Capitão Wagner (UB), destacou que sua ideia já tinha sido explorado anteriormente.

“Em 1992, o então governador Tasso Jereissati inovou e foi buscar lá em Nova York um profissional da polícia dos Estados Unidos”, explicou em entrevista ao canal da TV Ceará.

“Nós fomos até Medelín, a cidade mais violenta do mundo. Medelín tinha 300 homicídios para cada 100 mil habitantes. Hoje é uma cidade que tem 15 homicídios para cada 100 mil habitantes, uma redução de 95%. Uma das ações foi a parceria entre o governo colombiano e o Estados Unidos com o FBI orientando”, detalhou.

“Não foi só na repressão policial. Houveram ações na área de urbanismo, educacional, na cultura, uma série de ações em que os EUA ajudaram nos recursos. E nós tivemos a alegria, no começo do ano, de receber uma ligação de um cearense que trabalha no FBI, meu amigo Wilson, lá do bairro Montese. Wilson me convidou e eu fui visitar o escritório do FBI da Flórida, reconhecida por tratar o narcotráfico da América do Sul, da América Central e do México”, disse.

Wagner, a partir desse ponto, detalha que foi convidado para conversar com George Piro. “Ele foi o responsável pelo interrogatório de Saddam Hussein. Ele é uma pessoa qualificada e que vai nos oferecer consultoria aqui na cidade de Fortaleza, no Estado do Ceará”, finalizou.

George Piro, agente especial encarregado do escritório de campo do FBI em Miami, entretanto, se aposentou em junho após alegações de que ele transferiu um caso envolvendo um xerife da Flórida para a Carolina do Sul, segundo o site FloridaBulldog.org.

Uma fonte apontou que Piro teve essa decisão dado que não queria que seu escritório fosse responsável por prender o primeiro xerife negro de Broward e que fazer uma prisão prejudicaria o relacionamento de seu escritório com o escritório do xerife. Gregory Tony, o policial em questão, de acordo com o site, foi acusado de fraude, propinas e manipulação de licitações.

Veterano de 23 anos do FBI que liderou o Miami Field Office entre 2014 e 2017 e novembro de 2018 até 2022, Piro também atuou como diretor da Divisão de Operações Internacionais na sede do FBI e ocupou outros cargos desde que entrou na agência em 1999. Nem Piro nem o FBI comentaram a história.

Confira o momento em que CW falou do projeto: 

 

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