Dólar cai pelo terceiro pregão seguido e fecha a R$ 5,1648

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Dólar. Foto: Pixabay

O dólar emendou o terceiro pregão consecutivo de queda firme no mercado doméstico de câmbio nesta terça-feira, 28, e voltou a fechar abaixo da linha de R$ 5,20, em dia marcado por nova onda de enfraquecimento global da moeda americana. Operadores relataram fluxo de estrangeiros para ações brasileiras e ressaltaram a perspectiva de manutenção de taxas reais de juros atrativas por mais tempo após o tom duro da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Entre máxima a R$ 5,1950 e mínima a R$ 5,1490, ambas pela manhã, o dólar fechou cotado a R$ 5,1648, em queda de 0,80%. Com perda de 2,36% nos últimos três pregões, a moeda acumula desvalorização de 1,15% em março e de 2,18% ano. Termômetro do apetite por negócios, o contrato de dólar futuro para abril movimento mais de R$ 14 bilhões. Investidores já começam a se posicionar para a disputa da formação da última taxa Ptax de março, na sexta-feira, 31.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, nota que, a despeito das idas e vindas nas últimas semanas, o dólar segue rodando basicamente em uma banda entre R$ 5,00 e R$ 5,30, sem assumir uma tendência mais firme. “Depois da ata do Copom, todas as expectativas estão voltadas para o novo arcabouço fiscal. Há risco de piora forte se houver decepção com o projeto” afirma Galhardo.

À tarde, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que amanhã haverá reunião conclusiva sobre o novo arcabouço fiscal, que será divulgado ainda nesta semana. Instigado a comentar a ata do Copom, Haddad disse que o documento “veio com termos mais condizentes com as perspectivas futuras de harmonização da política fiscal com a política monetária” – tese que é reiteradamente defendida pelo ministro.

Embora tenha dito que não “relação mecânica entra convergência de inflação e a apresentação do arcabouço fiscal”, o Copom afirmou na ata que regras fiscais sólidas e críveis podem “levar a um processo desinflacionário mais benigno através de seu efeito no canal de expectativa”. O Banco Central identificou “dinâmica inflacionária movida por excessos de demanda”, o que mostra necessidade de desaceleração da atividade. “Tal processo demanda serenidade e paciência na condução da política monetária para garantir a convergência da inflação para suas metas”, afirma a ata.

“A ata do Copom trouxe uma recomposição nos vértices mais curtos das taxas de juros futuros, o que levou a uma melhora do real, em razão do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior”, afirma a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, ressaltando que não há, contudo, uma leitura mais otimista para o país que dê força à moeda brasileira.

Para a economista-chefe do Credit Suisse no Brasil, Solange Srour, o fato de o governo não ter intensificado os ataques contra o Banco Central após a publicação da ata do é uma surpresa positiva que explica parte dos ganhos de ativos brasileiros hoje.

“Estou surpresa que a ata não gerou um ataque generalizado ao BC Vejo isso como positivo, porque aumenta a chance de harmonizar o fiscal e o monetário”, afirmou a economista. “Inclusive, acho que é por isso que o câmbio está apreciando hoje, o que mostra como distensionar o clima político é muito importante.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Atlas + Focus: Cid lidera consolidado, Luizianne encosta e Wagner mantém disputa aberta entre os três primeiros

Focus/Atlas: O placar muda com Elmano 48,5% x Ciro 48% e disputa entra na reta final em claro empate técnico

Entenda a super sexta-feira: três pesquisas e três fotografias em uma disputa que continua aberta

O fundamento da crise se deu quando a política passou a pedir ao Supremo que resolvesse a política

Alerta: IA se organiza sozinha, forma uma “gangue” e ataca

Três pesquisas medem o mesmo Ceará e encontram distâncias diferentes entre Ciro e Elmano

Focus + Atlas para o Senado: Cid e Luizianne empatam na liderança; Wagner e Alcides travam disputa pela direita

Ciro e Elmano

Focus Poder/Atlas: Ciro lidera, Elmano encosta e diferença cai para 2,6 pontos

Atlas/Focus Poder, Datafolha e Quaest: três pesquisas em campo no Ceará deixam mercado político nervoso

Atlas/Bloomberg: Lula lidera 1º turno, mas entra na eleição com rejeição maior que aprovação

Data centers: Congresso começa a discutir política para setor que já movimenta mais de R$ 380 bilhões no Ceará

Ranking da Competitividade: Ceará muda de patamar, lidera Norte-Nordeste e bate à porta do top 10 nacional

MAIS LIDAS DO DIA

Focus/Atlas: O placar muda com Elmano 48,5% x Ciro 48% e disputa entra na reta final em claro empate técnico

Atlas + Focus: Cid lidera consolidado, Luizianne encosta e Wagner mantém disputa aberta entre os três primeiros

Pesquisa Palver aponta 57% de desaprovação a Lula e 56% de avaliação negativa do governo

O custo operacional da democracia brasileira; Por Paulo Elpídio

Guerras, IA e reformas da ONU dominam Assembleia Geral nesta semana

Mattos Dourado — Um nome que o Ceará não deve esquecer; Por Sérgio Jaborandy

Geração Z quer casa própria, mas vê compra de imóvel como objetivo distante

Mercado reduz previsão para Selic no fim de 2026 para 13,50%

Atlas/Focus: Lula mantém vantagem larga no Ceará, mas avanço de Flávio reduz distância