
O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes (PDT), depois que foi derrotado ano passado, em uma quarta tentativa de ser presidente do Brasil, foi aos Estados Unidos.
Sem ser questionado, quis se justificar: “Fui para lamber as feridas”.
O pedetista explicou, em resumo, durante palestra na CDL, em Fortaleza, que a viagem aos Estados Unidos foi um “período de retiro para lamber as feridas e sarar as machucaduras que não foram pequenas”.
Sem citar os nomes de quem lhe causou essas “feridas”, ficou claro que há relação intrínseca com a rachadura entre PT e PDT, que comçou quando os petistas lançaram Elmano de Freitas para disputar como governador.
Camilo Santana, que apoiava Lula, foi chamado de “traidor” inúmeras vezes por Ciro. Segundo o pedetista, Lula que pediu ao Camilo que tomasse tal atitude em troca de um cargo no ministério.
De lá pra cá, os petistas seguem atuando tanto na presidência como no governo estadual. Muitos pedetistas seguem na base, enquanto que outros não, criando, então, um conflito dentro do próprio partido. O ex-prefeito Roberto Cláudio, que foi aplaudido repetidas vezes na noite de ontem, quinta-feira, 15, no evento, atua como oposição, lado a lado de Ciro.







