Gilmar: Barroso representa sobrevivência do STF após populismo autoritário

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Foto: Antonio Augusto/secom/TSE

O ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que a posse do novo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, representa mais que a sucessão do órgão, mas expressa o “símbolo da continuidade e perenidade desta Corte”. Segundo ele, o STF sofreu fortes ameaças de um “populismo autoritário”, mas sobreviveu.

“Naqueles tempos de calmaria e normalidade essa continuidade era um dado. Meses atrás, era por muitos considerado uma dúvida. Essa Corte suportou, durante um par de anos, as ameaças de um populismo autoritário”, declarou Gilmar, em evento de posse nesta tarde. Segundo ele, a Corte foi alvo de conspirações para prender ministros e atos de terrorismo.

A data de 8 de janeiro, segundo o ministro, representou o “ápice nesse inventário das infâmias golpistas”. Apesar do período turbulento, o ministro garantiu: o STF sobreviveu, e a sobrevivência é concretizada hoje, com a posse de Barroso. A cerimônia simboliza “mais do que a continuidade de uma linhagem sucessória”.

“A preservação do Supremo Tribunal Federal é também a preservação da autonomia do Poder Judiciário”, declarou. “Era isso que estava em jogo e ainda está, a preservação das decisões fundamentais de uma Assembleia Nacional Constituinte legítima e plural.”

‘Coragem de ser intolerante com os que querem aniquilar democracia’

Mendes defendeu que é preciso ter coragem de ser intolerante com aqueles que querem “aniquilar” a democracia. O decano afirmou que a disseminação massiva de desinformação tem causado degradação política e completou que a liberdade de expressão, garantida na Constituição Federal, não protege pregações golpistas.

O ministro afirmou ainda que os Três Poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, precisam se cuidar para não se perderem em cortinas de fumaça. “(Os três poderes) necessitam ser resolutos e enérgicos quando a situação envolve bem constitucional de elevado significado, estou a me referir a coisas concretas”, disse Gilmar, ao citar a vida, a saúde e a democracia.

Agência Estado

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