Mark Schneider renuncia ao cargo de CEO da Nestlé após quase oito anos

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Nestlé. Foto: Reprodução

Mark Schneider, CEO da Nestlé, renunciou ao cargo após quase oito anos de liderança, marcando o fim de uma era para o maior grupo de alimentos do mundo. Ele será substituído por Laurent Freixe, atual vice-presidente executivo e CEO da região da América Latina, em meio aos esforços da empresa para reconquistar consumidores impactados pela inflação.

A transição ocorrerá em 1º de setembro, conforme comunicado divulgado pela Nestlé nesta quinta-feira (22). Freixe, de 62 anos, é um veterano da companhia suíça, onde trabalha há quase quatro décadas. Ele passou os últimos 16 anos no conselho executivo, com uma carreira que inclui a liderança das operações europeias durante a crise financeira de 2008 a 2014, antes de assumir o comando na América Latina.

Durante o início de sua gestão, Schneider, de 58 anos, foi altamente valorizado por investidores, especialmente ao responder ao ativismo do fundo Third Point com a venda de unidades não essenciais, como o negócio de saúde da pele, e ao focar na expansão de linhas de nutrição e bem-estar. No entanto, sua gestão enfrentou desafios significativos nos últimos anos.

Em 2023, a Nestlé registrou um prejuízo de US$ 2,1 bilhões em um investimento em um medicamento para alergia a amendoim. A empresa também sofreu com problemas de tecnologia da informação, que causaram escassez em sua unidade de vitaminas e minerais. Além disso, a fabricante do Nescafé tem lutado contra o crescimento estagnado nas vendas, especialmente nos Estados Unidos, onde os consumidores têm mostrado resistência ao custo elevado de produtos de marca após um período de inflação.

Desde que Schneider assumiu a liderança em 2017, as ações da Nestlé subiram 22%, desempenho que, embora positivo, fica aquém do crescimento de 44% alcançado pela rival Unilever no mesmo período.

O presidente da Nestlé, Paul Bulcke, destacou a “acuidade estratégica” de Freixe, sua “ampla experiência de mercado e especialização”, bem como seu “profundo entendimento dos mercados e consumidores”, como qualidades fundamentais para enfrentar os desafios futuros da companhia. Freixe terá a missão de revitalizar a confiança dos consumidores e impulsionar o crescimento da empresa em um cenário global desafiador.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

Com aplausos, Kátia Abreu expõe incômodo no PT: “Paulistas sem voto” e “menos Janja, mais Alckmin”

Atlas/Focus para presidente no Ceará: Lula amplia vantagem e chega a 60,8%; Flávio tem 28,9%

Atlas/Focus: dobradinha Cid-Luizianne soma 59,6% dos votos válidos para o Senado

Atlas/Focus: Elmano 49,9% x Ciro 49,6% dos votos válidos; Ceará chega à urna separado por um fio

Focus/Atlas: Aprovação de Elmano vira a favor; Avaliação do governo melhora, mas continua dividida

Atlas/Focus: Cid e Luizianne nas duas primeiras posições no Senado; dupla abre vantagem sobre Wagner e Alcides

Atlas/Focus: Elmano avança entre os mais velhos e nas faixas de maior renda; Ciro concentra vantagem entre jovens

Atlas/Focus a seis dias da eleição: Elmano 49% x Ciro 47,6%

MAIS LIDAS DO DIA

Lula aceita condições de Flávio para quebra de sigilos; prazo dado pelo PT termina às 11h desta quinta

Mensagens indicam negociação de consultoria de CEO da Quaest com Banco Master por R$ 150 mil mensais

Passagens grátis para eleitores no Ceará disparam mais de 2.500% no 2º turno

Arrecadação federal soma R$ 239,4 bilhões em setembro, alta real de 5,62%

PoderData/Aya: Flávio tem 51% dos votos válidos, e Lula, 49%

Campanha de Flávio quer analisar documentos de Lula antes de abrir sigilos

Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico

O debate dos debates; Por Ricardo Alcântara

Quem quer dinheiro para ser candidato? Por F. J. Caminha