Inflação: Fortaleza registra a terceira menor alta do Brasil no primeiro trimestre

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O fato: Com uma variação de apenas 1,47%, a inflação de Fortaleza e da Região Metropolitana (RMF) encerrou o primeiro trimestre de 2025 como a terceira menor entre as 16 capitais pesquisadas pelo IBGE. O índice, medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou atrás apenas de Rio Branco (0,99%) e Goiânia (1,44%) — e bem abaixo da média nacional (2,04%).

Desaceleração local: A inflação moderada foi influenciada por quedas em dois dos nove grupos avaliados: vestuário (-0,98%) e comunicação (-0,66%). Entre os itens com maior redução destacam-se roupas femininas (-3,91%), camisas infantis (-3,33%) e aparelhos eletrônicos (-3,15%).

Apesar da desaceleração em alguns setores, outros registraram altas expressivas. O grupo de educação teve a maior inflação (5,26%), seguido por alimentação e bebidas (3,08%). Destaque para os aumentos expressivos no preço da manga (71,37%) e do tomate (50,53%), além de itens escolares como pré-escola (9,41%) e cursos de idiomas (8,03%).

Produtos que mais subiram no trimestre em Fortaleza:

  • Manga: +71,37%
  • Tomate: +50,53%
  • Cebola: +49,2%
  • Cenoura: +42,23%
  • Café moído: +30,21%

Produtos que mais caíram no trimestre em Fortaleza:

  • Batata-inglesa: -21,57%
  • Passagem aérea: -16,04%
  • Goiaba: -10,07%
  • Maracujá: -9,26%
  • Peixe-palombeta: -7,5%

Março em destaque: Na comparação entre fevereiro e março, a inflação na capital cearense e RMF foi de 0,32%, a quarta menor do país. O grupo alimentação e bebidas liderou a alta mensal, puxado novamente pela manga (36,57%) e pelo café moído (10,37%), cuja escalada de preços é sentida nacionalmente. Segundo a Abic, o cenário de pressão sobre o café deve seguir até maio.

Produtos que mais subiram em março:

  • Manga: +36,57%
  • Café moído: +10,37%
  • Mamão: +8,6%
  • Cinema, teatro e concertos: +7,89%
  • Banana-prata: +6,96%

Produtos que mais caíram em março:

  • Goiaba: -10,64%
  • Peixe-salmão: -8,65%
  • Acém: -4,46%
  • Cenoura: -4,17%
  • Laranja-pera: -3,82%

INPC acompanha tendência: O INPC, que reflete a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, também manteve ritmo moderado em Fortaleza e RMF. A taxa foi de 0,41% em março (menor que os 0,51% nacionais) e acumula alta de 1,61% no ano.

Maiores altas no INPC local em março:

  • Melancia: +14,07%
  • Café moído: +10,37%
  • Cinema, teatro e concertos: +7,89%
  • Banana-prata: +6,96%
  • Ovo de galinha: +6,63%

Cenário nacional: No Brasil, o IPCA de março foi de 0,56%, puxado principalmente por alimentos. O grupo alimentação e bebidas subiu 1,17% no mês, com destaque para tomate (22,55%), ovo de galinha (13,13%) e café moído (8,14%). Já o INPC nacional foi de 0,51%, acumulando alta de 2% no ano e de 5,2% em 12 meses.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

The Economist diz que Brasil é o mais preparado para crise do petróleo; Um cearense construiu essa vantagem

No ataque ao PT, Girão abre frente contra a “direita fisiológica”

Inédito: Flávio vence Lula no 2º turno, aponta AtlasIntel

Lula lidera, mas sob desgaste e o centro deve definir 2026

A van está virando ônibus? União Progressista pende ao governismo e redesenha 2026 no Ceará

Enfim, intituições funcionam e põem fim ao “passaporte do barulho” em Fortaleza

Horas antes da prisão, Vorcaro enviou mensagem a Moraes, que respondeu no modo visualização única

Vorcaro teve prisão decretada em 2020, mas instituições falharam e a porta se abriu para os crimes em série

Apostas bilionárias e suspeitas antecipam ataque dos EUA ao Irã

Café da Serra de Baturité recebe selo nacional de Indicação de Procedência

Freio de arrumação no governismo do Ceará: ambições e a difícil engenharia da chapa de 2026

MP dos datacenters caduca e ameaça planos no Ceará, incluindo planos do projeto de R$ 200 bi no Pecém

MAIS LIDAS DO DIA

Wagner assume Federação, esvazia movimento de Jade e puxa Federação para a oposição com Ciro

J.Macêdo inaugura complexo de R$ 300 milhões no Paraná e consolida expansão nacional