De “abutre” a aliado: Valdemar declara apoio do PL a Ciro com foco em derrotar o PT no Ceará; Veja vídeo

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O presidente do PL
, Valdemar Costa Neto, surpreendeu ao declarar apoio explícito a Ciro Gomes como alternativa para derrotar o PT no Ceará. A movimentação escancara uma inflexão pragmática no jogo político, marcada por alianças improváveis e pela urgência de reposicionar forças diante da hegemonia petista no estado.

O que aconteceu
Em entrevista à Jovem Pan, Valdemar disse que Ciro é “o único jeito de derrubar o PT no Ceará”. Mesmo após anos de críticas ferozes do ex-ministro — que já o acusou de corrupção, de ser parte do sistema viciado e até de estar “embriagado” em debates econômicos —, o líder do PL resolveu abrir mão de três processos judiciais contra o pedetista, afirmando: “Esquece, porque o Ciro mete o pau até na sombra. Agora é um fenômeno”.

Frases de Waldemar

  • “O Ciro já meteu o pau no Bolsonaro, já meteu o pau em mim, já meteu o pau em todo mundo; é o jeito dele.”
  • “Tira os três (processos), esquece, porque o Ciro mete o pau até na sombra. Agora é um fenômeno, é um fenômeno.”
  • “Para você ver, porque é o único jeito de a gente derrubar o PT no Ceará; não tem outro jeito. O Ciro vai derrubar.”

Por que importa
A declaração é mais do que um gesto isolado: simboliza a disposição de setores do Centrão em romper barreiras históricas para construir uma frente anti-PT no Ceará. Valdemar, condenado no mensalão e pivô da aliança que sustentou Bolsonaro no PL, agora aposta no mesmo Ciro que o chamou de “abutre” em 2022.

O dilema de Ciro

  • Desgaste com o PDT: Ciro acusa Lula de tentar “destruir” seu partido e cogita deixar a legenda após uma década.
  • Destino possível: O retorno ao PSDB, sigla em que foi governador nos anos 1990, voltou a ser considerado.
  • O fator PL: O apoio de Valdemar cria uma contradição — Ciro sempre se apresentou como antissistema, mas pode precisar do mesmo Centrão que combateu para voltar ao poder regional.

O pano de fundo

  • Histórico de ataques: Ciro já classificou Valdemar como símbolo da corrupção e condenou sua aliança com Bolsonaro.
  • Virada de cena: Agora, o mesmo líder que o chamava de inimigo vê nele a única âncora capaz de frear o PT em Fortaleza e no interior.
  • Efeito dominó: Uma aproximação Ciro–PL poderia redesenhar o tabuleiro, isolando o grupo de Roberto Cláudio (PDT) e forçando Lula a apostar ainda mais no PT como carro-chefe no Ceará.

Vá mais fundo
O gesto de Valdemar revela uma máxima da política brasileira: inimigos de ontem podem se tornar aliados de ocasião quando a sobrevivência eleitoral está em jogo. Para Ciro, a equação é ainda mais arriscada — sua identidade sempre esteve ligada ao discurso contra o Centrão. Aceitar ou não o aceno do PL pode definir se ele retorna ao protagonismo estadual ou se perde de vez o papel de “fenômeno” que Valdemar agora tenta lhe atribuir.

 

 

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