Em declaração direta, sem rodeios, Aldigueri fez mais do que comentar o cenárioao enquadrar o debate afirmando que Cid Gomes “estará na chapa majoritária”. Ao colocar duas possibilidades — Senado ou vice-governadoria ao lado de Elmano de Freitas —, Aldigueri não apenas projeta cenários, com tabpem estabelece um ponto de partida: Cid não está fora do jogo. A declaração surge logo após o propprio Cid admitir pela primeira vez a candidatura ao Senado (veja aqui).
“A população do Ceará quer”, sentenciou Aldigueri, o político que, ao assumir o comando do parlamento estadual, passou a atuar como fiador institucional de um arranjo político mais amplo, no qual não estavam em disputa apenas espaços administrativos, mas a própria permanência de Cid Gomes no campo governista, a estabilidade do governo Elmano de Freitas e a manutenção do eixo camilista como centro de gravidade do poder estadual.
A fala de Aldigueri: “O senador Cid não precisa estar em cargo público para fazer política, mas todos nós queremos. A população do Ceará quer e eu tenho certeza que o senador Cid estará na chapa majoritária, seja para senador ou até vice-governador – que engrandece a chapa… “O senador Cid Gomes faz política com “P” maiúsculo todo dia. É um estadista. Ele iniciou esse projeto, ele está do mesmo lado sempre. Tem gente que fala muito em traição, em facada. Quem fala que recebeu a facada foi quem deu a facada na governadora Izolda, no projeto de continuidade, na gestão positiva”.
Atentem que o reposicionamnto de Cid se deu após o conhcimento públicos dos números da mais recente pesquisa Focus Poder/AtlasIntel, que o mostrou muito bem situado em um dos prováveis cenários da disputa. Ou seja, um conjunto que reforça aquilo que os bastidores já indicavam: Cid segue como um dos nomes mais fortes e competitivos no Ceará, mesmo após meses sinalizando recuo.

Os números confirmam o movimento
O levantamento mostra que Cid:
- mantém alto nível de recall junto ao eleitorado;
- aparece com desempenho mito competitivo em cenários para o Senado;
- e segue como um dos poucos nomes capazes de unificar a base governista com densidade eleitoral real.
Aldigueri não fala no vazio
É nesse contexto que a fala de Aldigueri ganha outro peso. Ao afirmar que Cid estará na chapa majoritária — seja para o Senado ou como vice de Elmano de Freitas —, o presidente da Alece não apenas projeta cenários. Ele se ancora em dados concretos para sustentar a tese. Assim, o discurso deixa de ser apenas político e passa a ser estratégico: Cid não é só desejado. É viável, competitivo e necessário.
Cid recalibra a própria posição
O próprio senador já começa a ajustar o tom. Depois de meses indicando afastamento, passou a admitir publicamente a possibilidade de candidatura. A mudança não ocorre por acaso. Ela dialoga diretamente com o cenário revelado pelas pesquisas e com o ambiente político que se reorganiza ao seu redor.
Ao envolver Ciro Gomes na equação, Cid expõe o cálculo: decidir não apenas se disputa, mas em qual configuração essa disputa faz mais sentido político.






