
Foi-se o que restava de alegre e espirituoso no Jornalismo e na crônica social.
Dos amigos, incluo-me entre os mais antigos, ao tempo de Newton Cavalcante, quando o jovem moço punha-se às portas do Náutico à espera que alguém franqueasse a sua entrada entre os sócios mais distinguidos.
Já residindo no Rio, onde fiz morada por duas décadas, e por outros lugares, nossos encontros tornaram-se pouco frequentes. Com Lustosa da Costa e Hélio Barros mantive uma doce intimidade distante que perdurou até a velhice.
Era um “causeur” distinto, animador de rodas, feitor de amigos, solidário, dotado de um requintado senso de humor.
Carregava sestos prousteanos apurados no estilo rápido e ligeiro. Nos gestos largos e aparentemente alegre, dissimulavam-se alguns lances de solidão. Tinha o talento por tantos colegas de ofício invejado, para descobrir a notícia onde quer que se escondesse. Generoso nos julgamentos, sem que a cumplicidade comprometesse o seu lado irônico, por vezes, satírico.
Como alguns amigos em comum, tinha-o por “Brasileiro”, como o chamavam os amigos remidos pelo bem-querer que vinha de longe e a todos unia em perfeita sintonia de velhos-adolescentes.
Que coisa, amigo. Para nós, eras imortal. Que descuido foi este para partires assim, de surpresa…







