
O fato: A inflação na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) atingiu 5,10% nos últimos 12 meses e ultrapassou o teto da meta oficial estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixado em 4,5%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os números: Em abril de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na RMF foi de 0,81%, acima da média nacional, que ficou em 0,67%.
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a inflação na Grande Fortaleza chegou a 3,10%, a segunda maior do país, atrás apenas de Belém, com 3,21%.
Já no acumulado de 12 meses, o índice nacional ficou em 4,39%, abaixo do registrado na RMF, mas próximo do limite da meta.
O que mais pesou: A gasolina foi o item com maior impacto na inflação da região. O combustível acumula alta de 12,35% em 2026 e representa mais de 5,5% do orçamento das famílias.
O ônibus urbano aparece na sequência, com reajuste próximo de 20% neste ano. Também pressionaram o índice alimentos como tomate e batata-inglesa, que tiveram aumentos superiores a 50%.
Mudança no ranking: O cenário representa uma piora em relação ao ano passado. Em 2025, a Região Metropolitana de Fortaleza ocupava a oitava posição entre as maiores inflações do país, com acumulado de 4,06%.
O cenário: A perspectiva para os próximos meses segue de cautela. Tensões geopolíticas no Oriente Médio e possíveis impactos climáticos continuam pressionando os preços de combustíveis e alimentos.






